Thomas notou a expressão de choque no rosto de Elise e perguntou com uma risada leve:
— O que achou? Uma resposta boa o bastante?
— Com certeza nunca esquecerei. Foi um dos significados mais lindos que já escutei.
— Incomum, de fato. Meus pais são um casal verdadeiramente apaixonado, admiro muito isso.
— Fale do amor para qualquer jovem e pode ter certeza de que ela vai se apaixonar.
Ele a olhou surpreso, a expressão indecifrável. Elise desviou o olhar, um pouco inquieta. Foi então que ouviu o arrastar de uma cadeira. Ao levantar os olhos, percebeu que Thomas estava ao seu lado, estendendo-lhe a mão.
— Quero lhe mostrar algo.
— Mas e sua mãe...?
— Deve ter encontrado alguma receita que quer testar, com certeza vai demorar ainda mais.
Mesmo receosa, Elise aceitou.
Eles caminharam para dentro da casa e seguiram até o terceiro andar, onde havia apenas uma porta—como se fosse a entrada de um novo espaço. Thomas retirou uma chave prateada do bolso, girou a tranca e abriu a maçaneta.
Ao ver o interior, Elise ficou maravilhada. Era uma biblioteca! Ou melhor... A biblioteca. O tamanho equivalia a cinco quartos do seu. Havia dois andares repletos de livros. Um verdadeiro sonho.
— O que achou? — Thomas perguntou.
Elise não tinha fôlego para responder. Ele percebeu e sorriu.
— Entre, fique à vontade.
Ao pisar ali, sentiu como se estivesse entrando em um novo mundo. A iluminação era perfeita, e o ambiente contava com vários sofás, poltronas e castiçais. Caminhou pelo primeiro piso, reconhecendo alguns nomes: Charles Dickens, Jane Austen, Samuel Richardson, Mary Shelley... E seus favoritos, Shakespeare e William Blake.
No andar superior, os livros estavam cobertos de poeira. Havia documentos antigos, registros e até fotografias dos antigos duques. Um espaço, no entanto, exibia um nome: Thomas Simon Bradford.
— Por que não há uma pintura sua?
— Ainda não me tornei um duque. O espaço apenas está reservado.
— Seu nome é composto? Nunca ouvi falar disso. E olha que todos comentam sobre tudo na sua família.
— Poucos sabem. Prefiro usar apenas o primeiro nome. Nunca entendi por que sou o único da família com um nome composto.
— Talvez para dar um ar de graça ao futuro duque? — Elise brincou, rindo.
— Você já leu a maioria desses livros?
— Bom, ao longo dos anos, sim... Mas neste ano, apenas livros de contabilidade e a interminável lista das damas elegíveis para o casamento. Para mim, uma verdadeira perturbação.
— Já leu Shakespeare?
— Creio que seja um dos meus autores favoritos. E o seu?
— Shakespeare também.
Thomas passou por ela, pegando um livro de capa vermelha com título em dourado.
— Já leu Hamlet? — Perguntou, retirando o pó da capa.
— Apenas brevemente. Nunca consegui compreender totalmente a mensagem que Shakespeare quis transmitir.
— Quais outros autores lhe interessam, Elise?
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A Proposta (EM EDIÇÃO)
RomanceElise, uma jovem senhorita da alta sociedade, sempre sonhou em se casar por amor, acreditando que seu pai lhe permitiria escolher livremente seu marido. No entanto, durante um passeio pelo parque em uma linda tarde, descobre que seus sonhos estão pr...
