Thomas vestia um colete azul sobre uma camisa branca de mangas longas, com um sobretudo preto por cima, além de calça e sapatos igualmente negros. Estava impecável! Elise afastou seus pensamentos assim que ele a viu, surpreso.
— Elise... você aqui?
— Sua mã... a duquesa me convidou para o chá.
— Ela me pediu para recepcionar a convidada... mas não imaginei que fosse...
— Alguém que disse não amar seu irmão e que não queria se casar com ele? — Elise se recriminou por sua língua afiada. — Me desculpe, sei que fui rude.
— Eu entendo! E, por mais que não ache que tenha feito algo errado, me desculpe também.
Elise hesitou.
— E seu irmão? Conversou com ele?
Thomas coçou a cabeça, um tanto desconcertado.
— Bom... ele não está muito disposto a conversar, então...
Elise sentiu seu ânimo esmorecer ainda mais.
— Mas não se preocupe! Meu irmão perdoa fácil! Ele deve estar chateado, claro, mas é natural. É uma situação nova para todos. No fundo, ele não esperava esse casamento... Acho que vocês deveriam tentar se conhecer de forma mais natural. Terão essa chance! — Sua animação era contagiante.
Elise soltou um breve suspiro.
— Ao menos ele não jogou na minha cara que também não quer se casar...
Thomas sorriu.
— Bom, mesmo que não quisesse, ele não diria. Ele é o menos rebelde da família! — Teria sido uma tentativa de tranquilizá-la? — Quero dizer... vocês vão se dar bem com certeza. Formam um belo casal!
Percebendo que suas palavras não estavam ajudando, ele rapidamente disse:
— Bom... vamos então?
Elise se levantou e o seguiu. Ao menos Thomas não a odiava—esperava que seu irmão seguisse pelo mesmo caminho.
Eles caminharam em direção ao jardim oposto ao labirinto, onde um paredão de begônias laranjas e amarelas se erguia imponente. Elise parou para observá-las.
— São bonitas, não? — Thomas comentou. — São as favoritas de minha mãe.
— Eram as favoritas da minha também — respondeu Elise, mais relaxada. — Dizia que traziam felicidade a quem as plantava. Por isso, fazia questão de cultivá-las.
Thomas sorriu.
— Para minha mãe, simbolizam o amor.
Elise hesitou antes de perguntar:
— Se me permite... Já se apaixonou?
Eles se encararam.
— O-o quê?
— Sua família é um símbolo de amor para muitos, mas alguém já perguntou a vocês o que acham que ele realmente é? Então, Thomas... O que acha que é o amor?
Ele pareceu refletir por um instante.
— De fato, nunca me perguntaram... Mas acredito que o amor seja...
Antes que pudesse terminar, uma voz atrás de Elise interrompeu:
— Ah! Aqui está minha convidada.
Ela se virou e viu uma mulher caminhando em sua direção. Seu vestido azul-escuro contrastava com a faixa dourada adornada por detalhes circulares. Os cabelos escuros estavam soltos e trançados, e seus olhos—como os de todos os filhos—eram de um verde-claro cristalino.
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A Proposta (EM EDIÇÃO)
RomansaElise, uma jovem senhorita da alta sociedade, sempre sonhou em se casar por amor, acreditando que seu pai lhe permitiria escolher livremente seu marido. No entanto, durante um passeio pelo parque em uma linda tarde, descobre que seus sonhos estão pr...
