Capítulo XI

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          Thomas vestia um colete azul sobre uma camisa branca de mangas longas, com um sobretudo preto por cima, além de calça e sapatos igualmente negros. Estava impecável! Elise afastou seus pensamentos assim que ele a viu, surpreso.

— Elise... você aqui?

— Sua mã... a duquesa me convidou para o chá.

— Ela me pediu para recepcionar a convidada... mas não imaginei que fosse...

— Alguém que disse não amar seu irmão e que não queria se casar com ele? — Elise se recriminou por sua língua afiada. — Me desculpe, sei que fui rude.

— Eu entendo! E, por mais que não ache que tenha feito algo errado, me desculpe também.

Elise hesitou.

— E seu irmão? Conversou com ele?

Thomas coçou a cabeça, um tanto desconcertado.

— Bom... ele não está muito disposto a conversar, então...

Elise sentiu seu ânimo esmorecer ainda mais.

— Mas não se preocupe! Meu irmão perdoa fácil! Ele deve estar chateado, claro, mas é natural. É uma situação nova para todos. No fundo, ele não esperava esse casamento... Acho que vocês deveriam tentar se conhecer de forma mais natural. Terão essa chance! — Sua animação era contagiante.

Elise soltou um breve suspiro.

— Ao menos ele não jogou na minha cara que também não quer se casar...

Thomas sorriu.

— Bom, mesmo que não quisesse, ele não diria. Ele é o menos rebelde da família! — Teria sido uma tentativa de tranquilizá-la? — Quero dizer... vocês vão se dar bem com certeza. Formam um belo casal!

Percebendo que suas palavras não estavam ajudando, ele rapidamente disse:

— Bom... vamos então?

Elise se levantou e o seguiu. Ao menos Thomas não a odiava—esperava que seu irmão seguisse pelo mesmo caminho.

Eles caminharam em direção ao jardim oposto ao labirinto, onde um paredão de begônias laranjas e amarelas se erguia imponente. Elise parou para observá-las.

— São bonitas, não? — Thomas comentou. — São as favoritas de minha mãe.

— Eram as favoritas da minha também — respondeu Elise, mais relaxada. — Dizia que traziam felicidade a quem as plantava. Por isso, fazia questão de cultivá-las.

Thomas sorriu.

— Para minha mãe, simbolizam o amor.

Elise hesitou antes de perguntar:

— Se me permite... Já se apaixonou?

Eles se encararam.

— O-o quê?

— Sua família é um símbolo de amor para muitos, mas alguém já perguntou a vocês o que acham que ele realmente é? Então, Thomas... O que acha que é o amor?

Ele pareceu refletir por um instante.

— De fato, nunca me perguntaram... Mas acredito que o amor seja...

Antes que pudesse terminar, uma voz atrás de Elise interrompeu:

— Ah! Aqui está minha convidada.

Ela se virou e viu uma mulher caminhando em sua direção. Seu vestido azul-escuro contrastava com a faixa dourada adornada por detalhes circulares. Os cabelos escuros estavam soltos e trançados, e seus olhos—como os de todos os filhos—eram de um verde-claro cristalino.

A Proposta (EM EDIÇÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora