Eles sustentaram o olhar por instantes que pareceram eternos, como se o silêncio entre eles dissesse mais do que qualquer palavra. Por fim, Thomas se inclinou e, com ternura, selou a despedida com um último beijo.
Elise ainda estava atordoada quando abriu a porta. Fitou Thomas por sobre o ombro, a mão na maçaneta, mas não conseguiu fechá-la. Deu um passo para fora e o beijou — desta vez com o corpo colado ao dele, conduzindo-o com passos trêmulos até o quarto.
— Elise... — murmurou ele, interrompendo o beijo. Os olhos haviam escurecido, e sua respiração agora era entrecortada. — Eu não devia estar aqui — disse, com a voz rouca.
— Eu sei... mas não me importo — sussurrou ela, antes de buscá-lo novamente com os lábios.
Thomas soltou um grunhido ao sentir o beijo e a puxou com força. Com um chute, fechou a porta e a pressionou contra ela. Elise mal conseguia respirar — era como se ele roubasse todo o ar que ela tinha. Quando ele se afastou, foi apenas para tirar sua capa, revelando o vestido por baixo.
Ela não percebeu quando foi erguida do chão e deitada suavemente sobre a cama. Thomas desceu os beijos por seu pescoço, ombro e clavícula, até alcançar seus seios. Elise soltou um gemido baixo ao sentir a mão dele em sua coxa, descendo lentamente...
Foi quando bateram na porta.
— Elise? — Era Amy.
Thomas se afastou de súbito. Elise mal conseguia pensar — o pânico tomou conta.
Respirou fundo e caminhou até a porta, tentando manter a compostura.
— Oi, Amy! — disse, abrindo com um sorriso trêmulo.
— Está tudo bem?
— S-sim, claro!
— Ouvi uma porta batendo forte e... você está ofegante e vermelha. Está mesmo bem?
— Está tudo certo, não se preocupe! A porta... acho que nem notei.
— Humm... tudo bem. Boa noite.
Elise quase desabou de alívio ao ver Amy se afastar.
Quando fechou a porta, ouviu Thomas atrás de si:
— Elise, me desculpe. Eu não deveria ter...
Ela se aproximou rápido e segurou o rosto dele.
— Não se desculpe. Não me arrependo nem um pouco. Nem disso... — corou, e um sorriso surgiu no rosto dele — e nem de hoje. Não mudaria nada.
Ele a puxou pela cintura e beijou sua testa com ternura.
— Não diga essas coisas... me dá vontade de ficar.
— Eu quero que você fique — murmurou, ainda corando — mas talvez não devesse chutar a porta outra vez. Amy pode acordar.
A risada dele preencheu o quarto.
— Foi desesperado mesmo... mas a culpa foi...
Elise o beijou de novo, viciada naquele riso, naquele toque. Um beijo casto, delicado.
— Céus, Elise, se eu não for agora...
— Tudo bem. — Ainda assim, ela o abraçou forte.
— Boa noite. Vou sentir sua falta.
— Eu também — sussurrou, sentindo um vazio quando ele se foi. Mal havia partido, e ela já sentia saudade.
Mas logo bateram à porta novamente. Seria ele? Um sorriso surgiu — e morreu ao ver Amy.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Proposta (EM EDIÇÃO)
Storie d'amoreElise, uma jovem senhorita da alta sociedade, sempre sonhou em se casar por amor, acreditando que seu pai lhe permitiria escolher livremente seu marido. No entanto, durante um passeio pelo parque em uma linda tarde, descobre que seus sonhos estão pr...
