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May 8, 2034

A vida a dois pode não ser perfeita, pode ter brigas, cara emburrada, birras de ambas as partes, discordâncias e muitos outros adjetivos. Afinal, não existe relacionamento perfeito certo? Nada nunca será um mar de rosas, e quem foi que disse que eles queriam isso?

As vezes, as pessoas esquecem que rosas tem espinhos, acaba machucando. Mas eles sabiam de uma coisa, o amor só aumentava com o passar dos anos, era incrível como para o Ricelly o sorriso de Marília ainda fazia seu coração disparar.

Chegava a ser engraçado para a cantora que mesmo depois de anos, mesmo já estando casada e completamente feliz ao lado de sua família, olhar para Henrique dormindo ainda era seu passatempo favorito. E por falar em tempo, por Deus, como ele havia sido generoso com o cantor sertanejo, chegava a ser surpreendente a forma como ele ficava ainda mais bonito.

Mal podia acreditar que doze anos haviam se passado desde o casamento, estavam todos tão felizes e realizados.

Bem, a não ser pelo fato de que Helena e Léo se detestavam. Ninguém conseguia entender todo o ódio que pareciam sentir um pelo outro, chegava a ser um absurdo vê como ambos mudaram, se bem lembravam, e sim eles lembravam perfeitamente dos detalhes, os dois eram grudados um no outro. Já chegaram a ficar doente por ficarem separados.

Um suspiro escapou dos lábios de Marília, estava cansada de conversar com seu filho. O trigêmeos era que se divertiram com as brigados dos irmãos mais velhos, Maria Ruth era a mais sensata dos três e sempre tentava acalmar as coisas, já Maya e Ravi...

O que falar desses dois? Eram a cópia perfeita dos pais, Maya tinha muito da mãe e Ravi era idêntico ao pai, e não estamos falando de aparencia, mas de personalidade.

— Leonardo — iniciou Marília.

— É Léo, mãe! — o jovem adolescente se irritou com o nome.

— Não me importo, você vai vestir esse terno agora mesmo e vai dançar com sua irmã!

— Ela não é minha irmã! — afirmou irado. — E outra, ela nem quer dançar comigo. Qual a parte de eu não gosto dela se perdeu?

— Meu Deus — Murilo disse mais como um sussurro.

Onde haviam errado na criação dessas duas crianças?

Helena nunca o viu como irmão também, desde pequena odeia que Léo se refira ao Henrique como pai, assim como o próprio Léo detesta vê-la chamar Marília de mãe.

Não se sentiam como irmãos, se odiavam. Mas aí de quem falasse mal de um na frente do outro, aí virava uma fera, e era isso que não entrava na cabeça dos pais. Era como se somente eles pudessem falar mal ou odiar.

— Me perdoa mãe — Léo sussurrou no segundo exato em que contemplou uma lágrima molhar o rosto de Marília.

No outro quarto, Helena tentava não revirar os olhos para os pais, visto que Amanda e Henrique tentavam a convencer de que dançar com o Léo na sua festa de debutante era o mais acertado, eram irmãos, foram criados assim.

A menina nem queria a festa, mas estava fazendo para agradar suas duas mães, Amanda sonhava com aquele aniversário desde que soube esperar uma menina e Marília? Bem, Marília havia decidido dar a Helena tudo aquilo que não teve.

Embora a menina tivesse de tudo, não era metida ou se achava superior aos outros. Sua humildade era a característica mais linda que carregava, afinal tinha os melhores pais do mundo.

— Por que ele que tem que o príncipe? — indagou emburrada. — Não gosto dele.

— Ô filha, diz um negócio desse não — Amanda pediu enquanto Henrique fechava os olhos.

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