Luz em Mim

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Myoui Mina

Assim que desci as escadas já indo em direção a porta de saída, ouvi vozes que vinham bem alteradas do escritório do meu pai. Fiquei indecisa se continuaria meu caminho ou seguiria rumo ao escritório com uma vontade de saber o que estava acontecendo. Girei as chaves no meu dedo por diversas vezes até concluir minha indecisão. Já dando meus primeiros passos para a porta do escritório, parei quando a vi se abrir e de lá sair uma Myoui com uma cara nada boa.

– Vai sair? - Pergunta minha mãe me olhando dos pés a cabeça.

– Sim, aconteceu alguma coisa?

– Onde você vai? Sabe que temos que jantar
todos juntos.

– Omma, eu nunca deixei de faltar um jantar com vocês, então eu tenho...

– Tudo bem Mina, pode ir. - Ela ergueu a mão me impedindo de continuar a falar e passou por mim quebrando o chão com suas pisadas, subiu as escadas e bateu forte a porta do quarto. Algo estava errado, ela nem sequer fez questão de brigar, e uma coisa que minha mãe nunca perde é uma oportunidade de me insultar ou diminuir. Decidi mesmo assim continuar meu caminho até o escritório. Se algo estava errado eu iria descobrir.

– Entra. - Ouvi a permissão do outro lado após bater na porta e adentrei ao cômodo.

– Mina, o que houve? - Meu pai perguntou e logo em seguida voltou seu olhar para o computador a sua frente.

– Aconteceu alguma coisa? Ouvi vocês discutindo. - Falei enquanto me aproximava. Ele olhou pra mim e cruzou os braços em cima da mesa.

– Sente-se. - Me falou sério. Não perguntei nada, apenas fiz o que me foi pedido. – Recebi uma mensagem de umas compras feitas, você tem algo a me dizer sobre isso? - Como já previa que isso ia acontecer não escondi nada. Como eu passei um tempo em tratamento e muitas vezes eu frequentava farmácias para comprar remédios que saciasse meus vícios. As farmácias tinham vínculos com meu pai, toda vez que eu entrasse em uma e fizesse qualquer tipo de compra, na mesma hora meu pai seria avisado. – Eu achei que você tivesse parado com isso, Mina. Você realmente prefere ser internada?

– Não comprei nada de errado, Appa. Voltei para a terapia, e só fui lá para poder comprar os remédios que a Dra. Taeyeon passou.

– Você voltou? Estou muito orgulhoso, minha pequena. Como você está se sentindo?

– Esses dias eu tenho tido... - Ele levantou o dedo pedindo um minuto porque seu telefone estava tocando. Fiquei observando meu pai que falava ao telefone tão sem preocupação que pra ele eu estar ali ou não pouco importava. Ele rodava a cadeira em que estava sentado e passava as mãos no cabelo os penteando. Já estava quase três minutos que eu estava em silêncio esperando seu 1min que se transformou em mais 4.

– Appa. - Chamei e ele se virou com a cadeira, me olhou e afastou o telefone o cobrindo com a mão para que a pessoa que estava do outro lado não entender que ele não estaria se referindo a ela.

– Depois nos falamos melhor Mina, estou em uma ligação importante. - Ele virou a cadeira novamente encarando a grande janela que dava vista para o jardim dos fundos. Levantei da cadeira e dei passos lentos até a porta, segurei na maçaneta e girei, olhei para o meu pai por cima do ombro e suspirei umas palavras que saíram automaticamente.

– Tudo é importante pra você Appa, menos a sua família. - Sua voz ainda continuava natural ao telefone, percebi então que ele não ouviu o que falei. Girei a maçaneta e saí. Olhei no relógio e vi que já estava quase na hora do combinado de ir para a casa de Chaeyoung. Peguei minha bolsa que tinha deixado na mesa de entrada onde tinha um jarro com rosas. Escorreguei minha mão até alcançar o jarro e derrubei ao chão. Ele se estilhaçou todo fazendo um barulho forte. Olhei para o topo da escada para ver se minha mãe descia ou a porta do escritório abria e ambos perguntassem o que tinha acontecido. Mas não, nada, o silêncio continuou.

Meu Secreto Amor (Michaeng)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora