[FINALIZANDA]
Park Jimin não acreditava muito que monstros realmente existissem, mas ele não negava a possibilidade. Jimin se vê em uma enrascada quando começa a duvidar da possibilidade de seu vizinho, Jungkook, ser um Lobisomem. E como se não bas...
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Tem como saber como o dia será pelo tempo.
Em Arcadia Bay todos sempre esperavam um bom tempo. Os tempos nublados anunciam maus presságios para os mais velhos, há aqueles que nunca trocariam um dia na praia mesmo estando fechado com o tempo.
Em tempos sombrios como esse, era quando se podia ver Arcadia Bay com outros olhos. Os olhares inclementes, distantes, a frieza nós olhares e as roupas escuras.
Meus pés não sabiam para onde estavam indo, seguindo o rumo molhado da trilha manada por zumbis de pessoas de roupas escuras e chapéus negros. Tudo extremamente exagerado, extremamente sensível, hoje não era um dia nublado como qualquer outros dias nublados em Arcadia. Era um dia de luto. Os corvos dançavam nas sepulturas, atraindo resmungos daqueles que os vêem de forma distorcida e os espantam com palavras e vezes com pedras, mas havia um em específico que sempre voltava. Seu olhar soturno parecia compadecer-se das almas atormentadas daquela família, talvez fosse a própria morte dando uma última olhada antes de voar para o abismo, talvez fosse o próprio corpo desfalecido da vítima acalmando os ânimos alheios. Eu não sabia. Eu odiava eventos fúnebres, principalmente das pessoas com quem não tinha tanta intimidade, que insensível da minha parte dizer isso, mas é a realidade. Minha perspectiva da morte é muito diferente das outras pessoas e pensamentos evangélicos. Eu vejo a morte como o início de algo novo, de um ciclo de um conhecimento e explorar de algo que, até então, não tínhamos conhecimento antes. Seja lá onde Lisa esteja, espero que ela esteja bem.
Sua morte foi, no entanto, muito estranha. O cemitério de Crowls estava tumultuado de colegas, amigos e parentes, até nosso professor de filosofia, o senhor Wagner Will William, apelidado carinhosamente como WWW estava aqui. Rose foi a que, sem dúvida, mais sofreu com essa perda. Ela era uma das últimas na multidão escura que usava roupas devidamente claras e extremamente visuais, em tonalidade totalmente rosa. Segundo ela, a cor favorita de Lisa, Rose, até tentou fazer com que todos vestissem rosa invés de preto mas os mais velhos e patriarcais se recusaram a acatar o último pedido que poderiam fazer em homenagem a Lisa.
Eu não a conhecia muito.
Lisa sentava no fundo com as outras, uma vez ela me emprestou o livro de inglês que eu precisava, nossas conversas eram mais na escola do que fora dela.
Ao longe, conforme a neblina se dissipava e o zéfiro gelado lembrava-me de que estava presente para arrepiar os fios de minha nuca e gelificar minhas mãos que, mal podiam se mexer, estava Jungkook, com terno e sobretudo tão negros quanto seus olhos e cabelos. Mais atrás estavam sua mãe e David, seu irmão estava de cabeça baixa andando ao seu lado mais deslocado do que um pinguim na floresta. Seu olhar se encontrava perdido no abismo, e então eles viraram para mim, não pude deixar de dar um sorrisinho lembrando que desde que cheguei da viagem ainda não havia visto decentemente nem conversado com ele. Ele me deu um sorriso latino e seus olhos diminuíram, ele foi quem encontrou o corpo, segundo os policiais e jornais, não lembro do que aconteceu naquela noite a não ser o fato de chegar à escola e estar tudo rodeado de policiais, não ficamos ali por muito tempo, não tempo o suficiente para ver o corpo e a situação que ele se encontrava, de forma que, assustou não só Magnus e Yoongi, que se recusaram a me contar, como assustou também todos os homens presentes na cena do crime responsáveis por averiguar e investigar.