[37] Em busca do diretor

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Ter Félix no mesmo ambiente era enlouquecedor, ter Félix e Jackson no mesmo ambiente era agonizante

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Ter Félix no mesmo ambiente era enlouquecedor, ter Félix e Jackson no mesmo ambiente era agonizante.

Estávamos há vinte minutos no carro de Jackson. Taehyung dirigia, no branco de trás Jackson e Félix faziam uma competição para ver quem ficava mais tempo sem piscar. Eles estavam assim a dez minutos inteiros, o único lado bom nisso tudo e que finalmente não haveria mais as músicas bregas dos anos 80. Olhei para o lado, estava aliviado, Taehyung parecia bem, apesar dele estar diferente, acho que voltar dos mortos muda qualquer um.

- Você está bem? - indaguei. Taehyung me fitou pelo espelho do carro.

- Estou.

- Se me permite perguntar, o que viu lá?

- Escuridão.

- Só isso? Você está.. diferente.

Félix e Jackson nos encaravam. Taehyung suspirou.

- Vi um filme da minha vida, vi vocês chorando pela minha morte.. vi o inferno.

- E como o inferno era? - Pergunta Félix.

- Era uma caverna estreita, cheirava a enxofre, havia criaturas por todos os lados, deformados, almas sem luz.. e havia as criaturas de luz que me chamavam.

- Você seguiu eles?

- As criaturas de luz? Não, se eu os seguisse não voltaria para meu corpo.

No fundo sabia que Taehyung escondia algo a mais, podia sentir. Ele comprimiu os lábios e apertou mais as mãos no volante.

Depois de tal assunto, todos ficaram em silêncio até o final do trajeto. Na estrada, uma placa verde dizia "Carlipa, 50 Mil habitantes."

Nunca havia ido à cidade Carlipa. Era uma cidade simples, havia muitas árvores. Era quase como um vilarejo. Não entendia como Albert havia ido tão longe, e para qual motivo, também não sabia que confiar nas instruções de Hyunjin fosse confiável o suficiente, mas Jungkook estava confiante com tais informações, o que me questionou quando os dois tornaram-se tão próximos. Taehyung estacionou na província Daedum, havia grandes plantações de trigo e arroz do outro lado, era uma imensa fazenda de cultivo, e mais para frente, um amontoado de casas em cores pastéis. A porta do carro foi batido, e nossos passos levantavam os calcários no chão sem hidrocarbonetos.

- Qual é a casa do nosso alvo? - Indaga Jackson.

- Aquela - Taehyung aponta com a cabeça. A casa possuía uma varanda aberta, telhas marrons, pintura vermelha e um cachorro preso numa corrente.

- Vocês sabem por que a mulher baixinha tem medo do hospital? - Pergunta Félix - Por que ela só sairá quando tiver alta.

Jackson ri.

- Isso foi fantástico! Eu tenho uma também, sabe por que

- Será que vocês podem parar? - grita Taehyung - já basta aguentar vocês dentro de um carro por vinte minutos!

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