[FINALIZANDA]
Park Jimin não acreditava muito que monstros realmente existissem, mas ele não negava a possibilidade. Jimin se vê em uma enrascada quando começa a duvidar da possibilidade de seu vizinho, Jungkook, ser um Lobisomem. E como se não bas...
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Esse é o penúltimo capítulo de Binamonster 🥺
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Era estranho estar morto, parecia que estava vivo.
Sim, irônico, eu sei.
Andando por aquele corredor luxuoso, me deparo com uma escada que levava aos confins da escuridão. Não devia me atrever a ir lá em baixo, era certo, mas por outro lado, não havia nada que pudesse ser explorado mais a frente. Então, seguir por aquele caminho sinistro era a única opção que tinha no momento.
Então o fiz.
Enquanto meus passos ecoavam nas escadas de madeira e meu corpo afundava na escuridão, senti-me sozinho. Claro que aquele sentimento repentino tinha o propósito de me amedrontar, e estava conseguindo, admito.
Quando cheguei ao final da escadaria, estava na minha casa. Não a de Arcadia Bay, a minha casa.
— Jungkook, será que pode tirar esses quebra-cabeças do chão? — A figura fantasmagórica da minha mãe diz. E então, um pequeno eu aparece na cena, sem camisa, e com uma calça.
— Mãe, olha o que eu aprendi! — O pequeno eu da memória fechou os olhos, e quando abriu, estava com duas orelhas negras no canto de sua cabeça, onde seriam as orelhas humanas.
Minha mãe da lembrança arregalou os olhos, ficou estática por alguns segundos antes de se abaixar sorrindo. Ela acariciou atrás das orelhas de lobinho.
Não me lembrava daquilo, era como uma memória fadada ao esquecimento, posta numa caixa velha abandonada no porão.
— Você é lindo.. mas não mostre isso para ninguém.. okay? Ninguém na escolinha pode saber que você é meu lobinho.
Meu lobinho.
Fazia tanto tempo que não a ouvia me chamar assim. Eu ainda era o lobinho dela? Ou ele havia morrido quando conheceu David?
A memória muda, agora, estávamos num bosque. A colina exalava um cheiro de pinheiro, esquilos passavam de galho em galho, havia uma nascente que podia ser ouvida a alguns metros dali. Meu pai e eu andávamos lado a lado, ele, carregando a mochila de trilha enorme e pesada e eu as varas de pescas. Paramos na frente do lago, as águas eram escuras. Lembro de me sentir estranho, como se algum monstro gigantesco fosse puxar-me para baixo até me afundar.