Mais um só porque estou com energia. Boa leitura <3
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Acordei com o som do despertador
tocando, agora Nid estava em cima de
mim, senti ela se mexer pra desligar, a
abracei pra ela não sair e pude senti-la
se aconchegar ainda mais em mim.
- Temos que levantar, daqui a pouco
o pessoal está aí e temos que ir na sua
consulta. - ela falou arrastado.
- Só mais um pouquinho... - eu disse,
estávamos invertendo os papéis, antes eu era a responsável e ela era a dorminhoca.
- Vou tomar banho, me vestir e antes de
descer para tomar café eu passo aqui pra te chamar. - ela tentou levantar, mas eu não deixei.
- Não, eu quero que você fique aqui
comigo. - eu choraminguei.
- Wedy, o FBI chega daqui a pouco. - ela subiu um pouco e nossos rostos estavam frente a frente, suas mãos faziam carinho em meu rosto e meus braços envolviam sua cintura.
- Eu vou te beijar. - eu avisei rindo e
roubei um selinho, ela apenas sorriu de olhos fechados. - Senti saudades de ficar assim com você. - eu sorri, devo ter dado um sorriso tão idiota que ela riu junto.
- Ficamos assim ontem. - ela disse.
- Queria ficar assim pra sempre, só você
e eu sem preocupações. - eu fiz carinho
em seu rosto, ficamos naquele silêncio
gostoso, eu não iria tentar nada, da
última vez que tentei mais que um selinho, eu ganhei uma mordida que ficou roxa por um bom tempo.
- Wedy, preciso ir. - ela saiu dos meus
braços e ficou de pé, eu me virei pra ela
ainda deitada e segurei sua mão.
- Não me deixe... - falei manhosa e ela
abriu um sorriso bonito.
- Para de ser dramática. - largou minha mão e foi em direção a porta.
- Vai tomar banho, senão vamos nos atrasar. - ela deu um tapa na minha bunda e saiu correndo. Fiquei mais um pouco na cama, mas depois fui tomar banho, não demorei muito, quando saí olhei meu corpo no espelho eu estava recuperando meu corpo de antes, malhar pra tentar queimar energia estava ajudando, minha barriga estava com pequenas definições e aquilo me fez rir.
Enid iria morrer com aquilo, ela adorava minha barriga daquele jeito. Saí e fui escolher uma roupa, optei por algo simples, uma jaqueta jeans preta, um all
star cano médio, uma blusa branca e
um colete listrado por cima, fiz uma maquiagem simples só pra valorizar os olhos e desci, a sala estava vazia, o
pessoal deveria ter ido para agência, eu
e Enid deveríamos ir também, mas
avisamos que íamos depois da consulta.
Caminhei até a cozinha e ouvi vozes, eu
sei que não deveria ouvir, mas foi mais
forte que eu.
- Você acha mesmo que ela te ama?
- uma voz masculina falava. - Quando
ela estava boa, ficava pelos cômodos
da casa comendo as putas dela, se
afundando em drogas e álcool e agora
que não tem ninguém ela fica toda doce
com você, o pior cego é o que não quer
ver.
-Austin... - só podia ser esse filho da
puta. - O que você entende de amor? - ela indagou pra ele.
- Entendo que te amei, todo aquele
tempo, aceitando apenas transar com você e sair, sem você nem uma vez
aceitar sair comigo. - ele aumentou um
pouco a voz. Então eles tiveram algo...
- Pra você jogar seu futuro fora com essa aí.
- Eu a amo. E ela me ama, nada do que você disser vai mudar isso. - Enid dizia firme. Isso amor, jogue na cara dele seu amor por mim.
- Não quero mudar o que você sente, só
quero abrir seus olhos, o amor que você
diz que ela sente por você não passa de
uma necessidade, ela está com você porque ela precisa de você. - aquelas palavras pesaram em mim, é assim que as pessoas vêem meu relacionamento com a Nids.
- Quando ela não precisava, te tratava como um lixo, pisava em você, te
humilhava... e agora que doida da cabeça, ela está correndo atrás de você.
- Você não sabe o que está falando, Austin, então fica quieto. - realmente
parecia que eu estava com ela só porque eu precisa dela? Eu sabia que ela me amava, mas será que ela sabia que eu amava também independente de estar doente e de ela estar comigo?
Respirei fundo e entrei na cozinha, eles pararam de falar, Enid virou de costas pra mim e Austin apenas saiu, eu não falei nada. Fui até o armário e peguei uma tigela e a caixa de cereais e despejei um pouco na tigela, fui na geladeira e peguei o leite, depois peguei a colher e me sentei de frente pra ela, que ainda estava de costas pra mim, ficamos naquele silêncio por um tempo.
- Nids. - eu falei e ela continuou virada para a pia. - Você acha que eu estou com você porque eu estou doente? - eu
fui direta, não queria ficar adiandoo
inevitável. O silêncio permaneceu, talvez ele seja a minha resposta.
- Você sabe que eu te amo independente de qualquer coisa? - eu disse sincera.
- Sei. - sua voz estava embargada, ela
estava insegura e eu sei que a culpa não
era dela, talvez minha necessidade de
ter ela por perto pra me sentir bem tenha feito isso, talvez a minha insegurança tenha criado insegurança. Caminhei até a pia e coloquei a tigela lá, não comi nem duas colheres, mas já tinha perdido o apetite, quando cheguei perto percebi ela virar o rosto pra eu não notar que ela estava chorando.
- Acho melhor você ir direto pra agência. - eu falei ainda apoiada na pia e ela virou pra mim, vi seus olhos vermelhos.
- Mas... - ela tentou argumentar, mas eu
simplesmente levantei a mão impedindo
ela de continuar.
- Você precisa colocar seus pensamentos no lugar e eu posso pegar um táxi. - dei um breve sorriso. - Eu sinto muito, não sabia que era assim que você se sentia. - eu disse e fui em direção a porta.
- Wednesday. - eu me virei com as mãos no bolso. - Deixa eu te levar até lá?
- Como eu já disse, é melhor você ir
direto pra agência. - eu me virei e saí
pela porta, peguei meus fones, mas não
coloquei nada pra tocar, eu simplesmente não queria ser incomodada, antes de sair pelo portão ouvi ela me chamar, mas continuei andando, ela precisava pensar e eu também, precisava entender onde eu tinha errado, resolvi ligar para Doutor Hargreeves, no segundo toque ele atendeu.
- Wednesday, tudo bem? - ele perguntou meio alarmado.
-Sim. - eu me limitei a responder. - Eu
só liguei para avisar que vou me atrasar
um pouco, acho que uma hora mais ou menos, mas não se preocupe não é
nada demais... É só que eu resolvi parar
pra respirar um pouco de ar fresco. -
olhei ao redor do parque onde eu estava, da última vez que fui ali, estava com Max, foi exatamente quando aconteceu o incidente.
- Onde você está? - ele perguntou, com
certeza estava com medo de eu tentar
me matar novamente.
- Naquele parque perto da minha casa.
- suspirei. - Não se preocupe, não vou
tentar me matar dessa vez. - dei uma
risada nasal e ele bufou do outro lado. -
Estou brincando, Viktor. - eu o chamei
pelo apelido, eram anos de tratamento,
talvez eu fosse a paciente mais antiga
dele, eu já o via mais como amigo do que como médico.
- Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou e eu fiquei em silêncio por um tempo.
- As pessoas entendem meu amor como
uma necessidade de atenção e cuidados. - eu tentei explicar.
- No sentido grego, amor é falta de algo. - ele disse.
-Então no caso, o meu amor seria falta
de sanidade. - eu dei uma breve risada da ironia das palavras.
- Penso que devemos conversar
pessoalmente. - ele disse. - Bom, te vejo em quinze minutos, não saia daí. - ele desligou o telefone, com certeza sabia que eu iria negar sua companhia. Fiquei ali sentada a sombra de uma enorme árvore, olhava as pessoas correndo felizes, crianças se divertindo com seus pais e aquilo me fez rir, lembrei quantas vezes imaginei ter uma família com Enid, talvez eu tenha precipitado as coisas, demos um passo maior que nossas pernas, fiz dela minha âncora e a fiz afundar em incertezas e inseguranças, acho que forcei tanto tentando mostrar pra ela que a amava e que a queria de volta, que acabou aparentando outra coisa.
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Mais um Natal sem um amorzinho...
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The Mission (Wenclair)
Fan-Fiction"Meu nome é Enid Sinclair, tenho 22 anos e sou uma agente condecorada do FBI, trabalhei em grandes casos, prendi bandidos, traficantes e terroristas no mundo inteiro, consegui o reconhecimento bem rápido pois eu sempre fui muito esforçada. Sempre so...
