Eu não podia dizer a eles que eu
precisava acabar com tudo, que se fosse embora aquilo nunca teria fim, ele viria atrás de mim e usaria cada um deles pra me atingir, então eu precisava colocar um ponto final em tudo, depois de resolver algumas coisas muito importantes, eu fiquei um bom tempo olhando o álbum da minha família, eu tinha uma obrigação com eles, com Xavier e com Ty, com os pais de Enid, com os pais de Vero, com todos eles.
Entāo nas três últimas páginas em branco daquele álbum, eu coloquei
fotos nossas, de todos nós reunidos, em
momentos normais, momentos familia.
Era por eles que eu tinha que acabar com aquilo de uma vez por todas e só acabaria com a minha morte ou com a morte dele.
- Coloca ela no carro. - peguei o corpo
de Enid com dificuldade.
- Vão para o México e de lá peguem um avião para o Brasil. - entreguei Enid desacordada pelo choque e as passagens.
- Quando ela acordar, vocês vão estar bem Ionge, se for necessário coloca um pouco disso no pano e faz ela apagar, mas não deixa ela voltar, Mahone. - ele parecia confuso. - Tá me ouvindo?
- Tô. - fomos saindo do aeroporto, entrei em um carro antigo que tinha ali no estacionamento e fiz uma ligação direta, demorou um pouco, admito que estava sem prática, sempre deixava Bianca e Vero roubarem os carros. Joguei as três bolsas de dinheiro ali.
- Mas esse é o seu dinheiro!
- Um milhão e meio, abre um negócio
qualquer, compra uma casa legal na beira da praia, sei que Enid gosta de praia... Mahone, cuida dela. - aquilo era a coisa mais difícil que eu estava fazendo, dizer pra ele cuidar da minha mulher.
- Wednesday, eu...
- Apenas vai. - falei saindo de lá e
andando pela rua, não estava frio, mas
também não estava calor, o clima era
ameno, ouvi o som do pneu cantando,
talvez ele mesmo estivesse pensando
em desistir. Fui caminhando, sem me
importar onde eu estava indo, eu tinha
um destino que foi traçado desde que eu nasci.
Pela primeira vez naquela noite algo me chamou atenção, uma igreja estava aberta, não era tão tarde, mas mesmo assim era algo meio anormal. Algo me empurrava para entrar naquele local.
Mesmo não gostando muito de igrejas, eu acredita em Deus, uma força superior que regia nossa vida e que operava milagres, mas não acreditava nos homens que diziam ser servos de
Deus e por isso tem direito de mandar
nas nossas vidas. Assim que entrei, um
padre estava sentado num dos bancos,
parecia rezar.
Me sentei no último banco e olhei para o altar, lá estava a imagem de Jesus. Uma vez eu quebrei uma taça do padre no orfanato, mas a culpa foi de um outro garoto mais velho, mas ela caiu sobre mim, fiquei ajoelhada por três horas
rezando o pai nosso, depois de meia
hora eu não rezava mais, apenas xingava aquele que me castigou, na época eu achava que era Deus e estranhamente aquela imagem de Jesus caiu na minha frente, eu fiquei com tanto medo que voltei a rezar, rezei mais uma hora só pelo tempo que perdi o xingando, foi a primeira vez que acreditei cegamente nas forças divinas, mas no dia seguinte descobri que era um parafuso solto.
- Você deseja se confessar, minha filha? - o padre falou, era um senhor de cabelos grisalhos e de aparência bem cansada.
- Não, eu nem sei o que estou fazendo
aqui. - falei sincera.
- Ele tem planos pra todos nós, se você
entrou aqui, é porque tinha um propósito. - o homem falou, se sentando ao meu lado.
- Eu pequei. - falei alto. - E essa noite eu vou pecar muito mais, Padre.
- E qual seria o seu pecado, filha? - o
padre falou.
- Hoje... eu vou fazer muitos homens se
encontrarem com o diabo. - me virei séria e o homem abaixou a cabeça e negou.
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The Mission (Wenclair)
Fanfiction"Meu nome é Enid Sinclair, tenho 22 anos e sou uma agente condecorada do FBI, trabalhei em grandes casos, prendi bandidos, traficantes e terroristas no mundo inteiro, consegui o reconhecimento bem rápido pois eu sempre fui muito esforçada. Sempre so...
