5. Meu demônio particular.

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Digito em meu computador, um documento importante que preciso enviar a um cliente

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Digito em meu computador, um documento importante que preciso enviar a um cliente. Meu dia está uma merda, queria não ter saído do meu apartamento. Somente hoje, já perdi um processo, o que não é comum para mim, e odeio essa sensação. Outra audiência que eu precisava ir, foi adiada, e descobri que o meu cliente mentiu para mim, e agora vou ter que reformular todo o plano que já estava pronto. E para variar, recebi um convite para um baile beneficente, um evento que detesto, mas preciso comparecer. Tem como o meu dia piorar?

Meu assistente, Tom, me avisa que Max está na recepção, e libero a sua entrada. O vejo se aproximando, já me deixando em alerta, Max não tem o costume de surgir no meu escritório, geralmente, ou ele me liga, ou me envia uma mensagem para nos encontrar.

- Sentiu saudades? - Pergunto e Max abre um meio sorriso.

- Você não sabe o quanto. - Ele senta no meu sofá praticamente deitando nele.

- Problemas?

- Minha mãe não vai ao casamento. - Paro de digitar o documento lhe dando toda a minha atenção.

- E isso é novidade?

- Não deveria ser, mas para mim sim. - Nego com a cabeça sem que Max perceba, me levanto da cadeira, pego um uísque e nos sirvo.

- Você é muito inocente, amorzinho. Acredita demais nas pessoas. Se estivesse na ficção, você seria a mocinha virgem presa no quarto vermelho da dor.

- Já te disse para parar de ficar lendo esses livros que a Sarah te indica.

- Estava de cama e entediado, não julgue minhas leituras e sim o que faço. - Lhe entrego o copo com o Bourbon e me sento no sofá oposto de frente para ele. - Voltando ao assunto, estava muito claro que sua mãe não iria ao seu casamento. Aquela mulher nunca quis que você estivesse com a Sarah.

- Imaginei que depois da morte da Beatrice, ela desencanaria.

- Só você imaginou isso. Karen só quer dinheiro e status, Sarah não oferece nenhum dos dois á ela, então esse casamento não é vantajoso para a sua mãe. - Max concorda com a cabeça.

Desde que conheço o Max, nós dois somos inseparáveis, ele é como um irmão que nunca tive. Conheço a sua família inteira, então para mim não foi nenhuma novidade, saber que Karen recusou o convite para o casamento do Max. Aquela mulher, é uma oportunista, cavadora de ouro. Max acredita que a sua mãe amava o seu pai de verdade, mas eu sei, que se o senhor Linus perdesse todo o dinheiro, consequentemente arrancando todos os luxos que a senhora Linus tinha, não sobraria nada dessa família.

Uma mulher que finge não ter uma filha somente porque ela é lésbica, não merece nem mesmo o benefício da dúvida. Somente o Max e seu coração de ouro, para suportar a Karen, eu já teria cortado relações, porém, Max não foi criado como eu, a sua malícia tem limite, ele foi criado com esmero pelo seu pai, diferente de mim, ele sempre foi o garoto de ouro.

Despedida de solteiro vol.2Onde histórias criam vida. Descubra agora