Acordei no dia seguinte com frio, puxei aquelas grossas cobertas para cobrirem meu corpo tão pequeno naquela cama gigante, com certeza aquela cama ainda era maior que a minha, devia ser perfeita para um casal, pensar nisso me fez lembrar da noite anterior, corei imediatamente e tirei as cobertas de cima de mim, me levantei e abri as cortinas, o sol já tinha nascido há um tempinho. Procurei com os olhos um relógio pelo quarto e achei um que marcava oito horas da manhã.
Fui ao banheiro e tinha uma escova e pasta de dentes novas para que eu usasse, um pente, um novo elástico de cabelo e na beirada da cama um chinelo feminino. Depois de pronta abri a porta do quarto bem devagar averiguando o grande corredor, não tinha ninguém. Saí de mansinho até a escadaria, desci bem devagar e quando pisei no último degrau fui surpreendida pela secretária.
- Bom dia, senhorita Rosález, estão todos te esperando na sala de jantar, vamos lá?
Todos me esperando? Oh, Deus, quanta humilhação... Já não bastava eu ter sido tão ousada com Nathaniel na noite anterior?
- Ham... Eu.. preciso me arrumar para ir ao hospital...
- Claro, senhor Nathaniel pediu para que eu lhe avisasse que vocês vão às dez. Ele ligou para o hospital.
Ele havia pensado em tudo mesmo.
- Ah... Então vamos à sala. - disse convencida.
Ela sorriu.
- Claro.
Fui conduzida até a enorme mesa fartamente servida.
- Bom dia, Amber! Que honra ter você conosco para o café da manhã, espere só até Ben saber disso! - sra. Joana disse ao me ver.
Eu sorri.
- Obrigada, senhora Joana...
- Sente-se querida, coma o que quiser, Nathaniel nos contou a difícil noite que você teve... Melhoras para sua babá... - sr. Alencar disse compreensivo.
Mais velha assim eu podia perceber o porquê de Nathaniel ser tão compassivo e carinhoso.
- AAAAAAAAMMMMBBBBBBBBBB! - Ben entrou gritando na sala e correu para abraçar minhas pernas.
Junto com ele Nathaniel entrou no cômodo também, ao vê-lo e me lembrar do que eu fiz e do que ele fez eu corei outra vez e rapidamente me abaixei para dar um abraço apertado em Ben de forma a desviar meus olhos de Nathaniel.
- Amb, Amb, quando eu crescer mais um pouco eu decidi! - Benjamin disse após nos sentarmos.
- Decidiu o quê, Ben? - perguntei curiosa.
- Quando eu tiver um pouco mais perto da sua altura decidi que vou te pedir em namoro!
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Nos Enlaces da Vida
RomanceAos doze anos um doce e inocente romance se desenrola entre a pequena Amber e Nathaniel, seu vizinho, e junto com ele uma promessa: seremos os únicos na vida um do outro, até casarmos. Mas ele vai embora deixando apenas um bilhete, um pequeno bilhet...
