A última semana de outubro havia chegado, dentro de um dia completaria um mês de meu término com Gian, eu nunca mais o vira na escola, e agradecia por isso, não saberia como agir.Nathaniel parecia ter criado uma aversão horrorosa a ele, e nunca mais tinha tocado em seu nome e se alguém o fazia ele saía de perto. Conversávamos diariamente sobre futilidades na sala de aula, mas durante o intervalo e ao longo do dia quase nunca nos víamos.
Meu notebook havia chegado e eu trabalhava escondido durante as tardes e madrugadas quando meus pais não podiam me pegar, pelo menos quatro vezes na semana eu saía para uma praça ou parque com a bicicleta e me sentava em algum banquinho, as vezes observava as crianças no parquinho e o balanço me trazia lembranças que eu não gostava de ter, então via mais crianças brincando no gramado. E quase sempre tinham dois pré-adolescentes que trocavam olhares entre si, eram sempre do mesmo time, e sempre que podiam tocavam as mãos um do outro, eu gostava de ver aquilo e rir pensando em quantas vezes as pessoas ao redor perceberam o que acontecia entre mim e Nathaniel e nós dois achando que estávamos sendo super discretos, adolescentes cheios de hormônios e paixão e discrição não combinavam nem um pouco...
"Se bem que ainda somos adolescentes cheios de hormônios, quanto à paixão não posso afirmar.", eu pensava. "Será que ainda somos tão transparentes assim? O que será que Bibe diria? Será que Bibe sabia mais sobre nós do que dizia?"
Foi no último dia de outubro que Nathaniel me ligou as duas da tarde perguntando se eu podia cuidar do seu irmão que ele me pagaria.
Aceitei e chegando em sua casa ele me disse:
- Estou indo fazer uma última coisa, não vá embora até que eu volte e te conte tudo. Eu tenho uma solução pro seu problema.
Assenti, contente e receosa ao mesmo tempo.
- AMBERRRR! - Benjamin gritou ao me ver.
- Oii Ben!!
- Vem ver os novos carrinhos da minha coleção! - ele disse pegando minha mão e me levando para cima para brincar.
Decidi distrair minha mente com Benjamin ao invés de ficar preocupada pelo que Nathaniel dissera. Brincamos de carrinho durante toda a tarde e quando eram quatro horas tive uma ideia.
- Vamos brincar de pique no alto? - perguntei.
- Tá bom! - ele disse num pulo correndo até a porta de saída da brinquedoteca. - Mas só nós dois!?
- Sim, qual o problema!?
- Vai ser chato! - ele disse abrindo a porta.
Nathaniel apareceu na frente dela.
- Nathaniel também vai brincar! - eu disse sorridente.
- Verdade!? Você vem Nathan!? - Benjamin perguntou com um sorrisão.
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Nos Enlaces da Vida
RomanceAos doze anos um doce e inocente romance se desenrola entre a pequena Amber e Nathaniel, seu vizinho, e junto com ele uma promessa: seremos os únicos na vida um do outro, até casarmos. Mas ele vai embora deixando apenas um bilhete, um pequeno bilhet...
