Capítulo 32

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Nat, o que você está fazendo aqui?

- Vim conversar com você, Nat.

Nat: eu não tenho nada para falar com você.

- Mas eu tenho, por favor?

Nat: tudo bem, entra, mas seja breve.

Nat então deu espaço para a pessoa entrar, quando a pessoa entrou, ela falou:

Nat: Então, o que você quer falar comigo?

Marina: Bom, eu não sei como começar.

Nat: vai direto ao ponto.

Marina: Nat, calma, eu só quero conversar com você sem brigar, não precisa me tratar assim.

Nat: eu estou te tratando normal.

Marina: não está, você está me tratando com muita frieza.

Nat, como você quer que eu te trate, depois de tudo que eu ouvi do meu avô e você concordando com tudo que ele disse?

Nat: você não fez nada quando ele falou aqueles absurdos, agora você vem aqui e acha que eu tenho que te tratar como se nada tivesse acontecido.

Marina: tudo bem, eu sei que você está decepcionada, magoada e ferida com tudo que ele falou.

Nat: você não fez nada, não me defendeu, ou seja, estava concordando em tudo.

Nat: Sabe, eu venho lendo o diário da minha mãe, eu descobri um pouco o mal que vocês fizeram às minhas mães, com o preconceito de vocês.

Marina: Nat, meu amor, deixa eu falar com você, me escuta e depois disso você tira suas conclusões e decide se vai querer se afastar de mim ou não.

Nat: Ok, então, pode falar.

Marina: Primeiro quero te pedir perdão, minha neta, sei que eu errei, me perdoe.

Marina: eu sou meia xucra para certas coisas, pois, mais que eu tenha o restaurante agora, eu continuo sendo aquela mulher xucra.

Marina: eu fui criada com certos valores familiares, que não é normal ter esse tipo de relacionamento com pessoas do mesmo sexo, nem eu nem seu avô.

Marina: na nossa época não era normal, não era muito comum isso, entende?

Nat: Sim, mas não quer dizer que não existia naquela época.

Marina: Sim, eu sei que existia, só que não era comum.

Nat: Ok, prossiga.

Marina: quando sua mãe chegou a mim e ao pai dela dizendo que estava namorando a Laurel, foi um choque para nós dois, principalmente pela criação que nós tivemos e passamos para ela.

Marina: eu fiquei muito chocada, pois eu tinha outros planos para a vida dela, que não eram nada parecidos com o que ela estava tendo com a menina Laurel.

Nat: quem tinha que fazer planos na vida dela era minha mãe, e não vocês dois, ela que tinha que decidir e vocês tinham que apoiá-la.

Nat: e vocês não fizeram isso.

Marina: eu sei disso, agora eu sei, mas quando você se torna mãe, você faz mil planos para seu filho(a). Você vai saber disso quando tiver um filho(a).

Marina: Como eu estava falando, eu fiquei muito em choque quando eu soube, não vou dizer que eu não desconfiava, porque eu, no certo tempo, eu comecei a estranhar a aproximação das duas.

Marina: elas brigavam muito, eram como cão e gato e do nada elas começaram a se tratar bem, pararam com as brigas, ficaram muito grudadas uma com a outra, nós e os pais delas ficamos felizes que elas se tornaram amigas e pararam com as brigas infantis delas.

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