capítulo 25

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Roberto: Nat, posso falar com você?

Nat: Sim, senhor Roberto.

Roberto: só Roberto, menina Nat, ou de tio, como você me chamava antes. Não é porque você está em um relacionamento com minha filha, agora tem que me chamar de senhor.

Roberto: até porque te conheço desde pequena, eu praticamente te vi crescer.

Nat: Ok, foi só por questão de respeito que te chamei assim. Mas como preferir, assim seja.

Nat: Então, o que o senhor deseja falar?

Roberto: é sobre a minha filha Priscilla.

Nat, o que tem a minha namorada?

Roberto: sabe, menina, eu e minha filha, quando a Patrícia era viva, a gente era muito apegado e ligados um ao outro, nossa relação era muito diferente de agora, eu a levava para os jogos do Fluminense comigo, e a levava em outros lugares também.

Roberto: éramos muito grudados; disse ele, nostálgico, com suas lembranças com a filha.
Natalie ouvia atentamente aquilo que Roberto lhe falava.

Roberto: quando ela morreu, eu fiquei sem chão. Ela era tudo para mim, meu alicerce. Fiquei perdido sem saber o que fazer, dois filhos pequenos para criar. Eu a amava e amo muito ainda. Nunca a esqueci, ela foi o grande amor da minha vida.

Roberto: não me leva a mal, eu gosto da Beatrice, mas não como eu gosto da Patrícia, são sentimentos diferentes.

Roberto: eu estava muito deprimido pela morte dela. Foi aí que Beatrice apareceu, me ajudou com as crianças e me ajudou a sair de uma possível depressão. Eu comecei a trabalhar muito na empresa como fuga e fui me afastando deles, principalmente com a minha filha.

Roberto: foi então que Beatrice foi cuidando deles, principalmente do Felipe. A gente foi se aproximando e, com o tempo, começamos a nos relacionar. A Priscilla não gostou de nada e, com casamento, só piorou.

Roberto: ela foi ficando rebelde, e até hoje ela é, sempre discutindo com a minha esposa, eu sei que Beatrice às vezes não facilita. Por isso eu gostaria de pedir algo a você.

Nat: o que seria?

Roberto: Bom, Nat, ela deve ter falado da nossa briga e do tapa que dei nela.

Nat: Sim, ela me contou; respondeu Natalie seca para o Roberto.

Roberto: eu não queria ter feito aquilo, me arrependi no mesmo instante em que dei. Me doeu muito por isso.

Roberto: mas ela vem sendo muito respondona e grossa, cheia de estupidez e ironias. De um tempo para cá, ela tem piorado muito nesse sentido, comigo e com a madrasta dela principalmente. Eu já não sei mais o que fazer.

Roberto: ela não era assim, por isso eu vim pedir para você conversar e aconselhar ela, talvez ela te ouvindo ela possa mudar de comportamento.

Nat: Eu entendo, tio, como eu falei, ela me contou da briga de vocês, eu sei que não posso vir aquie dizer ao senhor o que deve ou não fazerem relação a ela, mas, se o senhor permitir, eu darei meu ponto de vista.

Roberto: pode dizer nat.

Nat: Olha, tio, a Pri é a pessoa mais doce e carinhosa que eu conheço. Ela às vezes pode ser uma pessoa muito difícil de lidar, mas quem conhece ela sabe a pessoa incrível que ela é.

Nat: ela é assim com o senhor, porque ela sente falta de ter o pai dela presente na vida, como o senhor era antes da tia Patrícia falecer.

Nat: só o senhor pode mudar isso, por mais que eu fale com ela e a aconselhe, só você pode mudar isso, se aproximando dela, se interessando em saber o que ela gosta, perguntar como foi o dia dela, sair com ela mais vezes para algum lugar, e o mais importante, parar mais em casa, fazer coisas de pai e filha. Isso só depende do senhor para conquistar sua filha de novo.

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