Capítulo 63 - BEATRICE.

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— Mil coisas passavam em minha cabeça, naquele carro enquanto faço o trajeto para me encontrar com aquela pessoa que nunca demonstrou amor maternal por mim, e eu por muito tempo eu quis uma demonstração de afeto e carinho da minha genitora.

— mas isso é impossível, já que ela e o meu genitor não são capazes de demonstrar qualquer tipo de sentimento, eu praticamente cresci sozinha sem eles presente na minha vida.

— Lembro de cada festa e apresentação de escola que eles não apareceram, lembro-me até hoje do sentimento de frustração por eles não aparecerem a cada reunião, eles não faziam mais questão de não se preocupar em demonstrar o descaso deles por mim.

— chorei muitas noites, por não ser amada por esses senhores, perguntei várias vezes pra Deus o que fiz para ele o que fiz de errado, por meus genitores não me amarem.

Com o tempo eu ia crescendo percebi que o problema não estava em mim, e sim neles e comecei a camuflar meus sentimentos e comecei a não me importar com a ausência deles, se não me queriam por perto eu também não correria atrás.

— enfim cheguei no local combinado, e estacionei o meu carro e subi para me encontrar com a mulher que faz anos que não a vejo, estou com trilhão de sentimento que não sei explicar.

— quando ela me ligou falou que queria me encontrar passou um filme em minha cabeça, de todas as vezes que ela me depreciou, me humilhou e me chamou de fraca idiota que era um estorvo um peso morto na vida deles, mas eu tinha que me recompor não podia mostrar fraqueza diante dela não podia entrar como um gato assustado, eu me recompus e entrei dentro daquela sala.

— pontual como sempre!— ela falou pra mim, com sua pose imponente me analisando de cima abaixo.

— e sempre muito bem vestida também.— afirmou ela.

— Vamos direto ao assunto, não foi pra falar da minha pontualidade ou do meu bom gosto de se vestir que você me chamou aqui, então o que queres comigo?— perguntei diretamente para ela.

— não quer um café um chá antes de conversarmos? perguntou minha genitora.

— Eu não quero nada, vamos logo no assunto.—

— vejo que mesmo com o passar dos anos, você continua a mesma, sempre querendo ir direto ao ponto.— declarou minha genitora.

— Nunca gostei de rodeios, não vai ser agora que eu vou gostar, então para de bobinar e diz logo o porquê estou aqui.

— ok, seu pai e eu queremos prestar consultoria para empresa grandes e renomadas, como a empresa Smith e Pugliese Enterprise, que hoje são as melhores e maiores no mercado, e descobrimos que uma delas são do seu marido e também ficamos sabendo que ambas se desligaram da antiga consultoria de contábil, por serem a mesma empresa prestarem serviço a essas empresas que queremos fazer uma parceria e por isso te chamei aqui.— Eu ouvia cada palavra dela com atenção.

— o que eu tenho haver com essas empresas? E o porquê eu estar aqui?

— simples pedimos que interceda pela gente, e que consiga uma reunião com a Pugliese Enterprise.— pediu educadamente minha genitora que agora estava sentada em sua cadeira de escritório da sua sala ela olhava pra mim com sua mão no queixo segurando um lápis em sua mão, esperando por resposta.

— eu não sei o porquê eu me surpreendo, com a cara de pau de vocês dois , ficaram anos sem me ver e quando me ver aparece pra pedir favor, mesmo se eu quisesse quem decide é ele e não eu.

— mas você é a esposa dele, não custa dar essa ajuda e sugerir essa parceria entre as empresas, que por sinal você é herdeira.

— Eu não vou sugerir em nada.— me aproximei de sua e apoiei minhas duas mão ali, e me inclinei sobre a mesa e continuei a falar.— vocês querem essa parceria que corram atrás sozinhos, e não conta comigo pra nada se hoje sou herdeiro dessa empresa foi porque vocês mas uma vez não se importaram comigo e praticamente me roubaram, se vocês tem essa empresa e usufrui do dinheiro que senhores dizem ter é por minha causa então me agradeça.

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