1 ano atrás
Narrador:
Era uma manhã de segunda-feira, e Laurel já estava na universidade para seu primeiro dia como professora. Ela conversava animadamente com sua amiga e o reitor da universidade.
Oliver: Então, Laurel, está muito nervosa com seu primeiro dia?
Laurel: Estou só um pouco nervosa, mas isso logo passa. É normal. Tenho certeza de que as coisas vão correr bem. Estou muito confiante.
Diana: É isso aí, Laur, tem que estar confiante. Tenho certeza de que seus alunos vão gostar muito de você.
Laurel: Obrigada, Dina!
Eles continuaram conversando por mais alguns minutos. Dez minutos depois, deu a hora de irem dar aula, e cada um foi para seu setor. Ao chegar na sala, Laurel esperou todos entrarem para se apresentar à turma.
Laurel: Olá, turma. Eu me chamo Laurel e serei a professora de vocês a partir de hoje.
Laurel: Bom, eu vou falar um pouco do que preparei pra voc...
Ela foi interrompida por uma batida na porta.
Ela abriu e viu uma moça jovem, linda, morena, de olhos castanhos escuros.
Karla: Me desculpe por entrar no meio da sua aula. Prometo que isso não vai mais se repetir.
Laurel: Tudo bem, senhorita...?
Karla: Karla. Eu me chamo Karla.
Laurel: Como eu estava dizendo, senhorita Karla, dessa vez irei permitir sua entrada, pois eu tinha acabado de começar e estava me apresentando à turma. Mas que isso não se repita, pois não tolerarei atrasos.
Laurel: Isso vale para o resto da turma também — disse ela para que todos ouvissem.
Karla então foi se sentar, e Laurel continuou a aula.
9 meses antes
Quarta-feira
Era o final da aula, e todos já estavam saindo quando Laurel chamou Karla.
Laurel: Senhorita Karla! Posso falar com você?
Karla: Claro, professora. O que a senhora deseja?
Laurel: Eu venho reparando no seu empenho nas minhas aulas. Também vi suas notas com sua antiga professora.
Laurel: Conversei com ela sobre você, e ela me disse que você é uma aluna muito esforçada, dedicada e, sem dúvidas, era a melhor aluna dela.
Laurel: Vi também que você está no penúltimo ano da faculdade, e tenho certeza de que você é a pessoa certa para o que eu preciso.
Karla: Pessoa certa pra quê?
Laurel: Eu tenho um escritório com um sócio e estou precisando de uma estagiária. Pensei em você.
Laurel: Vá amanhã, depois da faculdade, no meu escritório. Lá eu explico tudo com mais calma. Vou te passar o endereço.
Karla: Ok.
7 meses antes
Fazia dois meses que Karla estava estagiando no escritório da professora, que estava muito satisfeita com sua dedicação.
Era por volta das 14h30. Laurel, no escritório, aguardava Karla, que estava atrasada. Ela também havia faltado à universidade. Laurel estranhou — Karla nunca faltava.
Passaram-se mais 30 minutos, e Karla ainda não havia chegado. Laurel ia ligar para ela, mas ouviu uma batida na porta.
Laurel: Pode entrar.
Karla: Licença, senhora Laurel.
Laurel: Toda.
Karla: Vim pedir desculpas pelo atraso e por não ter ido à faculdade hoje, mas meu filho ficou doente. Levei ele ao médico e fiquei com ele até agora.
Karla: Me desculpe. Sei que não podia me atrasar hoje.
Laurel: Ei, calma! Eu sei como é ter um filho pequeno, ainda mais doente. Entendo que você teve que cuidar dele. Só me avise da próxima vez.
Karla: Ok, senhora.
Laurel: E como ele está agora? Está melhor?
Karla: Sim, era só uma gripe forte. Ele já foi medicado e está melhor.
Karla agradeceu a Laurel pela preocupação e voltou ao trabalho.
4 meses antes
Três meses haviam se passado desde que o filho de Karla ficou doente. Ela havia se firmado como estagiária no escritório.
Laurel estava cada vez mais encantada e atraída por sua aluna, mas nunca tomou nenhuma atitude por respeito.
Karla, por sua vez, também sentia algo, mas se recusava a aceitar. Estava confusa com esse novo sentimento, mas admirava Laurel profundamente.
Era sexta-feira. Elas trabalhavam no escritório quando Laurel notou que já estava tarde e que ainda não haviam jantado.
Ela pediu um jantar para as duas e disse que levaria Karla para casa depois.
Meia hora depois, o jantar chegou. As duas pararam para comer, e então Laurel perguntou:
Laurel: Posso te fazer uma pergunta?
Karla: Sim, pode.
Laurel: Você ainda está com o pai do seu filho? Desculpa se estou sendo invasiva.
Karla: Não, tudo bem.
Karla: Estou solteira desde que o pai do Louis morreu.
Laurel: Sinto muito!
Karla: Nós namorávamos há dois anos quando ele sofreu um acidente de carro e faleceu. Dois meses depois, descobri que estava grávida.
Karla: Meus pais não aceitaram bem, principalmente meu pai. Ele ficou furioso, já que eu estava iniciando a faculdade — o sonho dele era que eu me formasse em Direito.
Karla: Ele me mandou escolher: ou eu abortava ou ia pra rua. Eu não quis abortar.
Karla: Fui expulsa de casa. Os pais do meu namorado souberam e me ajudaram no começo, mas depois descobri que o motivo real era que queriam criar meu filho.
Karla: Não aceitei e fui embora. Tinha algumas economias e vendi meu carro.
Karla: Com o dinheiro, montei o enxoval do Louis, e o restante usei pra sobreviver até ele nascer e eu arrumar um emprego.
Karla: Quando Louis tinha 4 meses, consegui um trabalho de garçonete e fiquei lá até seis meses atrás.
Karla: É isso tudo. Agora é sua vez... Como conheceu sua esposa? Me permita dizer: ela é muito bonita, assim como sua filha, pelo que vi nas fotos.
Laurel sorriu e respondeu.
Laurel: Elas são lindas mesmo. Mas, infelizmente, minha Camille faleceu ao dar à luz à nossa filha.
Karla: Sinto muito! Eu não sabia.
Laurel: Não tem problema.
Laurel contou toda a sua história com Camille. Karla ouviu atentamente. Ao final, comentou:
Karla: Nossa, que história... Você foi — e ainda é — muito forte depois de tudo isso.
Laurel: Você também é muito forte — disse Laurel, pegando na mão de Karla em cima da mesa.
Karla: Obrigada, apesar de eu não concordar com você.
Laurel: Você é mais forte do que imagina. E muito linda também.
As duas se entreolharam. Aos poucos, foram se aproximando até que os lábios de Laurel encostaram nos de Karla, iniciando um beijo calmo e lento.
Alguns minutos depois, Karla se afastou, surpresa.
Karla: Desculpa, senhora. Eu não sei o que deu em mim. Prometo que isso não vai se repetir.
Laurel: Fui eu que te beijei, Karla. Estava querendo fazer isso há muito tempo.
Karla: Como assim?!
Laurel: Me apaixonei por você.
Karla: Isso é uma loucura! Você é minha professora... e minha chefe.
Laurel: Eu sei. Mas não planejei me apaixonar por você. E sei que você sente o mesmo.
Laurel: Sei que está confusa, ainda mais sendo minha aluna e estagiária. Mas eu realmente me apaixonei por você.
Karla: Meu Deus! Isso é...
Laurel: Karla, se você me disser que não sente nada por mim, eu aceito numa boa e não vou mais te incomodar.
Laurel: Mas se disser que não quer nada por medo do que somos... não vou desistir de você. Eu não desisto fácil daquilo que quero.
Laurel: Então, Katz, me dá uma chance de te fazer feliz?
Karla olhou nos olhos de Laurel... e a beijou. Um beijo calmo e lento.
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universo do amor
Fanfictionjá parou pra pensar como o amor pôde ser tão complicado às vezes quando você encontra aquela pessoa e vocês começam a se relacionar e aí surge algumas barreiras cabe vocês decidirem se vão ficar juntas ou não.
