Rio das Flores.
Laurel e Karla já haviam chegado ao destino. Há mais de trinta minutos batiam palmas diante da casa, esperando que alguém as atendesse. O tempo corria, e nenhum sinal de vida vinha de dentro. Já estavam prestes a desistir, quando uma mulher de meia-idade apareceu na porta. Parecia ter por volta de quarenta e cinco anos.
— Boa tarde! O que desejam? — perguntou ela, com um semblante desconfiado.
— Boa tarde! — disse Karla, educadamente.
— Boa tarde — repetiu Laurel. — É aqui que mora a Laís?
— Sim. Mas o que vocês querem com minha filha? Quem são vocês? — retrucou a mulher, já erguendo um pouco o tom.
— Calma, senhora — respondeu Laurel, tentando manter a cordialidade. — Eu sou advogada, me chamo Laurel, e esta é minha estagiária, Karla. Precisamos muito conversar com sua filha. É um assunto delicado... e extremamente importante.
— Ela está em casa? Prometo ser breve — insistiu.
A mulher as observou por mais alguns segundos, ainda hesitante. Então, suspirou, recuou o corpo e disse:
— Sim, ela está. Entrem, por favor.
O portão se abriu com um rangido leve, e elas entraram.
Alguns minutos depois
Já acomodadas na sala, sentadas no sofá de tecido florido, foram recebidas com um café preparado pela anfitriã, que se apresentou como Aurora. A conversa ainda não havia começado quando uma voz feminina soou do corredor:
— Mãe, quem era que estava... — Laís interrompeu a frase ao entrar na sala e se deparar com as duas estranhas.
Laurel e Karla se levantaram de imediato.
— Olá, Laís — disse Laurel com um sorriso gentil. — Sou advogada, meu nome é Laurel, e esta é Karla, minha estagiária. Podemos conversar com você?
— Sim... Mas de onde vocês me conhecem? Me desculpem a indelicadeza, é que nunca vi vocês antes.
— Uma amiga sua falou de você para nós — explicou Laurel. — Estou representando um caso muito sério, e precisamos da sua ajuda.
— Minha ajuda? — perguntou Laís, franzindo a testa. — Não entendo... ajuda com o quê?
Laurel lançou um olhar para Karla, que retribuiu o gesto com um discreto aceno de incentivo. A advogada respirou fundo e disse:
— Você conhece Otávio Martinez?
O nome provocou um leve tremor em Laís. Ela desviou o olhar, endureceu a expressão e respondeu, fria:
— Não conheço ninguém com esse nome. Se é por isso que vieram, já podem ir embora.
— Laís, por favor — interveio Karla, suavemente. — Sabemos que é difícil falar sobre esse... abusador. Mas, por favor, escute a Laurel. Ela pode ajudar você, de verdade.
— O caso que estou tratando — continuou Laurel — é exatamente contra esse criminoso. Ele abusou de uma jovem de dezenove anos, filha de um dos sócios do pai dele. A moça contou tudo aos pais, e eles me procuraram para representá-los.
Laís fechou os olhos por um instante. Respirou fundo. Ao abri-los novamente, sua voz saiu firme, porém trêmula:
— Sentem-se, por favor. Eu... Eu vou contar tudo a vocês.
— Então você conhece Otávio Martinez? — perguntou Karla, pegando a xícara de café que Aurora havia acabado de lhe entregar.
Aurora se retirou da sala discretamente, deixando as três a sós.
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universo do amor
Fanfictionjá parou pra pensar como o amor pôde ser tão complicado às vezes quando você encontra aquela pessoa e vocês começam a se relacionar e aí surge algumas barreiras cabe vocês decidirem se vão ficar juntas ou não.
