Rio das Flores — 22h00
O vento morno soprava pelas ruas tranquilas da cidadezinha enquanto Laurel e Karla voltavam para o resort. Haviam jantado em um restaurante charmoso, de luzes amareladas e clima acolhedor, e depois passearam sem pressa, explorando as belezas de Rio das Flores. Agora, adentravam o quarto com os passos lentos de quem ainda carregava o encanto do passeio.
— Que cidade linda — comentou Karla, deixando escapar um suspiro encantado.
— Você gostou mesmo daqui? — perguntou Laurel, sorrindo ao trancar a porta.
— Gostei muito, apesar de termos visto só um pouquinho... E o jantar estava divino — ela disse, retirando as sandálias e se sentando na beira da cama.
— Eu também amei. Prometo que, quando tudo isso passar, volto com você e com as crianças. Vamos tirar umas férias. Nem que sejam pequenas — disse Laurel, aproximando-se para um selinho demorado.
Ela se dirigiu até o criado-mudo ao lado da cama e pegou o celular, que estava carregando. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem. Mas antes que pudesse guardá-lo novamente, o aparelho vibrou e começou a tocar.
— Alô? — atendeu Laurel, colocando no viva-voz e desabotoando a camisa social sob o olhar atento de Karla.
— Alô, linda... é a Laurel que está falando? — disse a voz masculina, com um tom provocador.
— Sim, é ela. Quem está falando?
— Ah, não acredito que esqueceu minha voz. Nem faz tanto tempo assim... Isso porque sou o amor da sua vida. Magoei agora — disse, entre risos.
— Marco... — disse Laurel, franzindo o cenho, reconhecendo o tom familiar.
— Achei que ia demorar mais pra descobrir.
— Também não precisa exagerar.
— Tô brincando! Liguei pra saber se nosso drink ainda está de pé. Preciso falar com você.
— Nossa, eu até comentei disso hoje — disse Laurel, tentando não sorrir demais.
— Tá vendo? Você pensa em mim. Isso só prova que sou o amor da sua vida!
— Você não desiste nunca... Pode ser na quarta-feira?
— De você? Jamais. Quarta está perfeito.
— Marco, olha... é melhor você desistir. Eu estou namorando. E você é casado.
— Isso é só um detalhe, minha querida. Mas, se quiser, me separo da minha esposa no estalar dos seus dedos — ele riu.
— Mas eu não largo da minha namorada — disse Laurel, olhando diretamente para Karla, que agora mantinha os braços cruzados e os lábios cerrados.
— Não tem problema. Eu não sou ciumento.
— Mas ela é. E pelo visto, não está gostando nada dessa conversa. Vou desligar. Até quarta.
— Tchau, linda. Estarei esperando ansiosamente.
Ligação encerrada.
Laurel guardou o celular e se aproximou da cama. Karla continuava sentada, olhar fixo, o silêncio pesado entre elas.
— Amor? — tentou Laurel, sem resposta. — Katz?
— O que foi? — respondeu Karla, seca.
— Você tá brava?
— Por que eu estaria? — ela cruzou os braços, esperando a resposta.
— É o jornalista que te falei...
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universo do amor
Fanfictionjá parou pra pensar como o amor pôde ser tão complicado às vezes quando você encontra aquela pessoa e vocês começam a se relacionar e aí surge algumas barreiras cabe vocês decidirem se vão ficar juntas ou não.
