37. Resistência

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* TW | tortur4⚠️

"Ah, as coisas que fazemos por amor..."

Soraya Tronicke:

Eu andava de um lado para o outro, tentando pensar em algo útil para ajudar Simone. Tentei usar o telefone residencial em sua mesa de trabalho, mas estava sem linha alguma.

Minha vontade era de simplesmente abrir aquela porta e sair correndo até ela, mas mesmo em meio ao nervosismo, minha racionalidade me dizia que essa era uma ideia burra. Afinal, isso deixaria as meninas sozinhas e vulneráveis, sem contar que eu sozinha não poderia fazer nada contra três homens armados.

Quando estava prestes a abrir um buraco no chão de tanto andar para lá e para cá, pude ouvir gritos de dor que claramente eram de Simone.

O alívio e a angústia vieram um seguido do outro. Alívio em saber que pelo menos ela estava viva, e angústia por imaginar o que eles poderiam estar fazendo com ela agora. Pela força de seus gritos, quase podia afirmar que a estavam torturando.

Porra, eles estavam machucando a minha mulher, e a culpa era minha!

Respirei fundo, tentando acalmar meus batimentos cardíacos.

Foi então que reparei outra porta no cômodo. Reparei também que provavelmente Simone permanecia aqui por um longo tempo, já que as fotos das suas filhas preenchiam o local. Havia pensado que ela vinha aqui somente para trabalhar, mas pelo visto me enganei. Esse parece ser o seu cantinho reservado.

Outra coisa que não havia notado da primeira vez é o tamanho da sala, que parecia ter mais de 200m².

Fui em direção à segunda porta, na esperança de que ela nos pudesse levar para fora da mansão, mas outra senha se fez necessária.

— Eu não sei essa senha. — Maria Fernanda disse se aproximando. Eu não tinha ideia do que faria.

— Vamos pensar!

Mas eu não tinha tempo para isso. Simone precisava de mim.

Precisávamos sair daqui e acionar a polícia, ambulância, alguém! Mas eu não tinha nenhuma ideia de como fariamos algo assim. E os gritos de Simone também não ajudavam, já que cada vez mais ficavam mais altos e sofridos, torturando minha mente ao não saber qual era seu estado e imaginar que talvez ela não fosse aguentar por muito mais tempo.

As meninas também ouviam seus gritos e me perguntavam o que estava acontecendo, preocupadas, e eu tentava ao máximo contornar a situação.

— Vou tentar a mesma senha.

Digitei 0222, mas nada aconteceu. Tentei o contrário também, e novamente não obtive sucesso.

Procurei em cada canto possível da sala alguma informação, mas não consegui nada. Além de desesperada estava afoita, e não sabia o que fazer primeiro. Minhas mãos tremiam.

Fechei meus olhos e pensei rápido.

Como eu sairia de uma sala da qual eu não tenho senha? Isso é impossível…

De repente, um estalo em minha mente veio à tona.

Não, isso só acontece em filmes…

Mas eu não tinha uma ideia melhor, e a cada grito que ouvia vindo da sala, mais preocupada ficava. Preciso tomar uma atitude, e colocaria minha ideia em prática agora mesmo.

Simone Tebet:

Gritei, agonizando de dor quando novamente Flávio apertou com força o buraco de tiro em meu abdômen. Eu sentia o sangue cada vez mais escorrendo por minha pele e tinha certeza de que se continuasse assim, eu provavelmente morreria de hemorragia.

THE LOST - Simone & Soraya.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora