31. Quero ouvir a verdade

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Soraya Tronicke:

Havia inúmeras ligações em meu celular.

Juliano, meu amigo, disse que precisava falar comigo urgentemente. Combinei de nos encontrarmos no portão da mansão, e trinta minutos depois já estávamos conversando perto da calçada.

— Você se tornou uma mulher difícil de se achar. Na sua casa não encontrei você antes de ontem e nem ontem à noite.

— Me desculpe. Aconteceram alguns problemas com a minha casa.

— Problemas?

— Sim.

Contei a André brevemente sobre o que aconteceu nesse último mês. Falei das pessoas que apareceram em minha casa, e que depois de quinze dias eles destruíram boa parte dela.

— Meu Deus! E o que a polícia disse?

— Eles não sabem nada do que houve. Não encontraram nenhuma prova. Quem está me ajudando é a Simone, ela até reformou a minha casa.

Sorri.

Lembrar disso me deixa boba que nem uma criança. Sei lá, perceber que ela se importa comigo me fez bem. Não me julgue. Sei dos defeitos dela, mas acho verdadeiros e nobres os seus gestos.

— Simone Nassar Tebet?! Eu… bem, estranho ouvir isso. — coçou a cabeça. — Ainda mais depois que me pediu para descobrir algumas coisas.

Não lembrava que havia pedido para Juliano me ajudar a obter informações sobre Simone, e só agora me recordei.

— E você descobriu algo importante?

— Sim. Me desculpe a demora, é que... — Juliano parou de falar e olhou para cima, tentando encontrar ao que me parece uma palavra certa para a ocasião. — Sei lá como explicar isso. As informações dessa mulher que pediu são várias, e nunca sabia no que confiar. Foi difícil.

— O que está querendo dizer com isso?

— Olha… se eu fosse você, começaria hoje a procurar outro emprego. Trabalhar com uma chefe dessas não será nada bom para você, e posso te garantir que todas as informações que encontrei têm fundamento... Bem, vou deixar em suas mãos decidir. Tome. — me entregou um pendrive. — Leia tudo. E tome cuidado com essa mulher, Soraya. Muito cuidado.

— Juliano, ela é uma mulher boa.

— Suas palavras me estranham. — segurou minhas mãos. — Olha, não estou falando que ela é uma pessoa má com você, só que as informações que descobri não são das melhores. É melhor tirar suas próprias conclusões. Há muito material para isso.

[...]

Um dia se passou, e fiquei maravilhada ao estar novamente em minha casa.

Tudo parecia novo, e cada detalhe que eu observava me encantava. Simone fez um bom trabalho, e ainda não tinha ideia de como agradecê-la.

Quando o nome dela me veio a mente, logo me lembrei de Juliano, e do pendrive que ele havia me entregado.

Saí de casa por alguns minutos e conversei com Júlia.

Depois que viemos para minha casa, apresentei a ela o meu mais novo cantinho.

— Tudo está lindo. É incrivelmente louco o quanto ela está apaixonada. — debochou.

— Júlia, não comece com suas teorias malucas.

— Até um cego vê. A mulher está de quatro por você.

Imediatamente levei a metáfora sério demais e imaginei Simone de quatro para mim... Droga, não era uma má visão.

Para de ser louca, Thronicke!

THE LOST - Simone & Soraya.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora