N/A: Demorei mas cheguei! E pra compensar: vem aí um capítulo enorme e cheio de mimos pra vocês. :)
"Não interessa se é a família de sangue ou a que te acolheu na vida: ser de uma família é pertencer a algo maior. É saber que não está sozinho. É sentir-se em casa, amado, abraçado e acolhido."
Simone Tebet:
Assim que coloquei os pés na mansão, finalmente me senti livre de qualquer sentimento asqueroso que me corroeu durante muito tempo. Um desejo de viver e uma empolgação fascinante tomou conta de meu corpo, e como se fosse caso de vida ou morte, senti uma repentina e avassaladora vontade de tomar Soraya em meus braços e a beijar como se não houvesse amanhã.
Assim o fiz.
- A que devo a honra desse beijo repentino? - a loira perguntou ofegante assim que separamos nossas bocas.
- Nada. Você não precisa fazer nada para que eu sinta vontade de te beijar. - a enlacei, deixando beijos molhados pela extensão de seu pescoço.
- Não faz assim... - arfou. - As crianças podem estar por perto.
- E daí? - continuei a atiça-la, apertando sua cintura e colando mais nossos corpos.
- Você sabe...
- Não sei de nada. - murmurei, intorpercida por seu cheiro gostoso.
Tomei sua boca novamente, e pesar de suas palavras anteriores, Soraya retribuiu a altura, recebendo muito bem minha língua com a sua.
Ultimamente Soraya tem demonstrado certo receio em sermos "pegas" por alguém da casa, principalmente as crianças. E eu não a culpo, nós ainda não temos nada concreto, as pessoas nem imaginam nosso envolvimento. E vamos combinar que ser flagrada aos beijos por nossas filhas seria uma situação constrangedora, sim.
Mas, sinceramente, eu já não tenho medo de que por acaso alguém nos pegue em um momento nosso. Além de tudo, agora também já não tenho mais medo de afirmar com todas as letras que amo essa mulher, e já decidi que não irei abrir mão desse sentimento. Já cometi inúmeros erros em minha vida, mas dessa vez não vou me esconder. Tudo que tiver que ser, será.
O quarto parecia estar a quilômetros de distância, já que demoramos um bom tempo para chegar.
- Transar no horário de trabalho vai contra as regras. - sussurrou em um dos meus ouvidos quando fechei a porta atrás de nós e a prensei na parede ao lado.
- Foda-se essas regras de merda!
- Uau, onde está aquela Simone que me demitiria se eu ousasse respirar fora das regras escritas naquela folha? - sorriu com as sobrancelhas arqueadas enquanto deslizava suas mãos por dentro de minha blusa.
- Para a sua sorte, aquela Simone já não existe mais há algum tempo. - gemi baixinho ao sentir suas unhas arranhando minha cintura. - E pode ter certeza que quando acabarmos aqui, a primeira coisa que irei fazer é correr para rasgar aquela folha estúpida.
A voracidade que nos pegávamos era tão grande que literalmente rasguei a blusa dela, na tentativa frustrada de tirá-la. Soraya se assustou com o barulho, mas não dei tempo para que ela falasse qualquer coisa quando vi que seus seios agora estavam a mostra, completamente livre de qualquer outro pano a não ser a camisa recém tirada.
- Então quer dizer que você anda por essa casa sem ao menos um sutiã, senhorita Thronicke?
Soraya de repente se transformou, sorriu como uma diaba, me lançando um olhar de pura lascívia. A loira pegou em meu cabelo e passou ele todo para o lado esquerdo de meu pescoço, deixando o lado direito totalmente exposto para que ela pudesse se aproximar de meu ouvido e sussurrar:
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THE LOST - Simone & Soraya.
RomansaCom qual olhar você encararia a vida se perdesse sua esposa e filha em um acidente de carro? Simone Tebet é uma mulher marcada por uma das piores dores do mundo: a dor de enterrar um filho. Após a grande tragédia em sua família, ela se fechou para t...
