A tarde avançava tranquila quando Natalie e Priscilla chegaram em casa. Ainda não haviam almoçado — esperavam por Laurel, que traria Karla e o pequeno Louis. A ocasião tinha um peso especial: seria a primeira vez que Karla conheceria a filha de Laurel... e sua namorada.
Pouco tempo depois, o som da campainha anunciou a chegada. Ao abrir a porta, Natalie deu de cara com a mãe, que sorria gentilmente, e ao lado dela, Karla, ligeiramente nervosa, segurando a mão do filho, Louis. Era nítido o desconforto de Karla — seus olhos evitavam contato direto, as mãos trêmulas denunciavam sua ansiedade. Afinal, era a primeira vez que entrava na casa da mulher que amava... e conheceria sua filha.
— Boa tarde, meninas — saudou Laurel, sempre elegante.
— Boa tarde! — responderam Natalie e Priscilla, em uníssono.
— Natalie, Priscilla, essa é Karla... e esse é o Louis — apresentou Laurel, com um brilho orgulhoso nos olhos.
— Karla, Louis, essas são Natalie e Priscilla — minha filha e a namorada dela.
— Prazer em conhecer vocês — disse Natalie, estendendo a mão com um sorriso caloroso.
Priscilla também cumprimentou os dois com simpatia.
— O almoço já está pronto, mãe. Vamos comer? — sugeriu Natalie, impaciente.
— Vamos sim — respondeu Laurel.
— Então anda logo, que eu tô morrendo de fome!
— Natalie! Tenha modos, minha filha — ralhou Laurel, com um olhar repreensivo.
— Me desculpa, mãe — disse ela, rindo sem culpa.
Já acomodados à mesa, os aromas do almoço tomavam conta do ambiente, e o clima leve ajudava a quebrar a tensão que ainda pairava sobre Karla. No meio da refeição, Natalie puxou assunto com um olhar curioso.
— Senhorita Karla, faz muito tempo que você trabalha com a minha mãe?
Karla sorriu timidamente, mexendo no copo com os dedos.
— Pode me chamar só de Karla... E, na verdade, não. Faz apenas alguns meses que estou estagiando no escritório dela. Ela também é minha professora na universidade.
— Que legal! Mas minha mãe é uma professora exigente, viu... assim como é comigo — provocou Natalie, lançando um olhar divertido para Laurel.
— Natalie! — exclamou Laurel, com um tom sério, mas carregado de humor.
— Que foi? Não falei nada demais.
Karla riu, tentando aliviar o clima:
— Tudo bem, Lo... ela não falou nada ofensivo.
— Sim, sua mãe é exigente, mas isso só me faz aprender mais. E, sinceramente, admiro isso nela.
O almoço terminou em clima descontraído. Laurel e Karla se levantaram para partir, e Karla se despediu das meninas com gentileza:
— Tchau, Natalie, Priscilla. Foi um prazer conhecer vocês.
— O prazer foi meu — disse Natalie. — Apareça mais vezes, viu? E... você é muito bonita e simpática.
Karla corou, mas respondeu com sinceridade:
— Obrigada! Digo o mesmo. Pode deixar que volto sim.
— Também adorei te conhecer — completou Priscilla.
— Igualmente, Priscilla — sorriu Karla.
Ela então se agachou diante do filho, que terminava seu suco.
— Louis, se comporta. Obedeça as meninas, e nada de dormir tarde, entendeu, mocinho?
— Sim, mamãe!
— Assim que eu terminar lá, venho te buscar. Mas se eu souber que aprontou ou desobedeceu, vai ficar de castigo.
— Eu prometo, mamãe! Vou me comportar direitinho.
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universo do amor
Fanfictionjá parou pra pensar como o amor pôde ser tão complicado às vezes quando você encontra aquela pessoa e vocês começam a se relacionar e aí surge algumas barreiras cabe vocês decidirem se vão ficar juntas ou não.
