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Já era de noite quando Antônio chegou no bar na tentativa de se encontrar com a mulher.
- Antônio querido! Não veio ontem, onde esteve?
Antônio apareceu ontem mas não se encontrou com Cândida.
- Estava muito ocupada.
- Que bom que hoje não está. Já escolheu sua acompanhante?
- Queria a Irene, onde ela está?
- Ela já está com um cliente.
- Mas que droga Cândida!
Depois do tom alto que Antônio falou, a mulher olhou um pouco espantada.
- Esse vai ficar muito tempo?
- Não deve está em 10 ou 15 minutos aqui.
- Então vou esperar aqui, quando ela descer mandar vir falar comigo.
- Nunca foi pra cama com a moça, quer ficar com ela Antônio?
- Olhe Cândida você me desculpe mas isso é assunto meu!
- Certo, vou mandar. Licença Antônio.
Depois de alguns poucos minutos um homem desceu e pelo o quê Antônio ouviu estava falando coisa extremamente vulgares de Irene.
- Pode me dá mais uma dose de cachaça por favor.
- Antônio vou atender outros clientes, precisa de mim?
- Não Cândida, pode ir.
Depois de um tempo Antônio sentiu uma mão leve e ouviu uma voz suave.
- Antônio? Cândida pediu pra eu vir aqui, estou livre.
Antônio quando se virou se deparou com uma figura diferente do que esperava, Irene não tinha o mesmo brilho nos olhos. O canto dos lábios dela aparentava está machucados e seu olhar está vazio.
- Não tenho cliente agora, se quiser ficar comigo.
Antônio não estava reconhecendo a mulher, ela estava mesmo se oferecendo...as palavras de Irene zuavam como um breve pedido, eram como os seus olhos dela pedisse foram um pouco de delicadeza.
- Está com medo de alguém daqui?
- Não, só achei que você quisesse....mas já está de saída?
- Não, estava te esperando.
- Certo...mas você quer conversar ou quer o quarto?
- Quarto.
- Tudo bem, só me der uns 7 minutos. Quarta porta a esquerda.
Antônio terminou de beber e foi até o encontro da mulher. O ambiente estava escuro somente um abajur ao lado da cama estava ligado, mesmo com pouca iluminação Antônio conseguia ver Irene, ela está em um robe que aparentava ser vermelho. Seus cabelos estavam soltos e ela tinha um olhar mais sereno do que estava antes.
- Está muito escuro, queria conseguir te ver melhor.
- O escuro deixa as coisas mais quentes.
- Pode ser mas ainda sim prefiro te ver.
Irene se levantou e foi até Antônio segurando sua mão.
- Vamos fazer assim hoje, outro dia deixamos a luz ligada.
Irene tinha um cheiro doce mas não enjoativo que deixou o homem totalmente hipnotizado.
As mãos da mulher começaram a passar pelos botões da blusa dele, Antônio podia sentir Irene abrindo um por um.
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daylight
RomanceOnde Irene não sabe o quê é o amor. Onde Antônio descobre o verdadeiro significado do amor.
