CAPÍTULO 05

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AÇUCENA CARVALHO

Com um milhão de pensamentos na minha mente. Me estiquei no sofá e fechei os olhos. A terapeuta familiar em mim estava determinada a chegar ao fundo disso, e eu tinha uma idéia perfeita.

— ( Logo a minha sorte! De todos os caras no mundo, eu tinha que achar esses dois, que estão comprometidos! E tem um filho! )
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NA MANHÃ SEGUINTE.

— ( Que ideia brilhante Açucena! Bravo! )

Vera: Sra. Carvalho, que surpresa! Algum motivo especial pra essa visita de manhã cedo?

— Eu tenho uma pergunta sobre os Torres.

Eu vi ela levantar uma sombrancelha, o olhar dela mudou para um de surpresa.

— Eles são... uma família... hum... uma família comum?

De repente ela começou a rir e olhou para mim por cima dos óculos.

Vera: Eles são tudo, menos normais, Sra. Carvalho. Por que a pergunta?

— Desculpa, Diretora Hoffmann, mas eu devo me preocupar com o Ben? Como ele está lidando com... vir de uma...

Vera me cortou com um movimento da mão.

Vera: Sra. Carvalho, a sua única preocupação deve ser que o Ben tenha boas notas até o fim do ano letivo. Confie em mim quando eu digo - ele é perfeitamente normal, com uma vida feliz e uma família estável. Mais alguma pergunta desnecessária, Sra. Carvalho?

— Não, mas nada.

Ela soltou um rosnado alto de desaprovação.

Vera: Então por que ainda está aqui? Vá para a sua sala de aula e não fique bisbilhotando no que não é da sua conta.

Eu balancei a cabeça e fui para a porta. A voz dela me parou.

Vera: Ah, e Sra. Carvalho. Se ponha no seu lugar.

Ela piscou para mim e eu saí do escritório mais confusa do que nunca.

NAQUELE TARDE, PERTO DO FIM DA AULA...

Eu estava observando o comportamento do Ben. Ele parecia perfeitamente normal, saudável, barulhento e brincalhão. Mas a terapeuta familiar em mim decidiu cavar mais, apesar dos avisos de Vera.

— Ei, Ben. Venha aqui, por favor. Me conte mais sobre a sua família.

Os olhos espertos do Ben brilharam com alegria misturada com surpresa.

— Quero dizer, não quero te assustar ou algo assim... só estou curiosa...

Ben: Sra. Carvalho, minha família é a melhor do mundo. Papai Magnus é o forte, ele cuida do rancho todo. O papai Dominic é o engraçado, ele me leva pra sair às vezes, pra feira, pro parque de diversões... ah, uma vez nós até...

Nós chegamos ao ponto sem volta. Ben estava falando sem parar.

Ben: E tem a vovó Dora, ela dá medo às vezes.

— Calma, Ben, calma... e a sua mãe?

Ben piscou duas vezes e abriu a boca para dizer alguma coisa, quando o sinal tocou. Ao mesmo tempo, alguém entrou na sala de aula. Eu quase caí da cadeira. Outro Apollo, que era praticamente a exata cópia do Deus de olhos azuis chamado Dominic, do dia anterior estava de pé na porta da minha sala de aula me encarando.

— ( Ah, meu Deus! Tem dois dele! Gêmeos! )

Engoli seco e me aproximei dele.

— Olá, senhor... eu sou Açucena Carvalho. E quem é você?

Damon: Sra. Carvalho, fico feliz de finalmente conhecer você. Eu me chamo Damon Torres. Vim buscar o Ben, sou o pai dele.

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Damon Torres, 27 anos. Dono de um rancho/Cowboy.

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— Outro?!

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Mais um cowboy?!

Até o próximo capítulo.

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