Chamo-me Cíntia Almeida, ou me chamava, agora sou Açucena Carvalho. Forçada a me casar com um velho asqueroso, amigo do meu pai, decidi fugir para bem longe. Acabei em uma pequena cidade chamada Pendleton, encontrei lá a minha paz. Mas, essa paz não...
Com um milhão de pensamentos na minha mente. Me estiquei no sofá e fechei os olhos. A terapeuta familiar em mim estava determinada a chegar ao fundo disso, e eu tinha uma idéia perfeita.
— ( Logo a minha sorte! De todos os caras no mundo, eu tinha que achar esses dois, que estão comprometidos! E tem um filho! ) . . . .
NA MANHÃ SEGUINTE.
— ( Que ideia brilhante Açucena! Bravo! )
Vera: Sra. Carvalho, que surpresa! Algum motivo especial pra essa visita de manhã cedo?
— Eu tenho uma pergunta sobre os Torres.
Eu vi ela levantar uma sombrancelha, o olhar dela mudou para um de surpresa.
— Eles são... uma família... hum... uma família comum?
De repente ela começou a rir e olhou para mim por cima dos óculos.
Vera: Eles são tudo, menos normais, Sra. Carvalho. Por que a pergunta?
— Desculpa, Diretora Hoffmann, mas eu devo me preocupar com o Ben? Como ele está lidando com... vir de uma...
Vera me cortou com um movimento da mão.
Vera: Sra. Carvalho, a sua única preocupação deve ser que o Ben tenha boas notas até o fim do ano letivo. Confie em mim quando eu digo - ele é perfeitamente normal, com uma vida feliz e uma família estável. Mais alguma pergunta desnecessária, Sra. Carvalho?
— Não, mas nada.
Ela soltou um rosnado alto de desaprovação.
Vera: Então por que ainda está aqui? Vá para a sua sala de aula e não fique bisbilhotando no que não é da sua conta.
Eu balancei a cabeça e fui para a porta. A voz dela me parou.
Vera: Ah, e Sra. Carvalho. Se ponha no seu lugar.
Ela piscou para mim e eu saí do escritório mais confusa do que nunca.
NAQUELE TARDE, PERTO DO FIM DA AULA...
Eu estava observando o comportamento do Ben. Ele parecia perfeitamente normal, saudável, barulhento e brincalhão. Mas a terapeuta familiar em mim decidiu cavar mais, apesar dos avisos de Vera.
— Ei, Ben. Venha aqui, por favor. Me conte mais sobre a sua família.
Os olhos espertos do Ben brilharam com alegria misturada com surpresa.
— Quero dizer, não quero te assustar ou algo assim... só estou curiosa...
Ben: Sra. Carvalho, minha família é a melhor do mundo. Papai Magnus é o forte, ele cuida do rancho todo. O papai Dominic é o engraçado, ele me leva pra sair às vezes, pra feira, pro parque de diversões... ah, uma vez nós até...
Nós chegamos ao ponto sem volta. Ben estava falando sem parar.
Ben: E tem a vovó Dora, ela dá medo às vezes.
— Calma, Ben, calma... e a sua mãe?
Ben piscou duas vezes e abriu a boca para dizer alguma coisa, quando o sinal tocou. Ao mesmo tempo, alguém entrou na sala de aula. Eu quase caí da cadeira. Outro Apollo, que era praticamente a exata cópia do Deus de olhos azuis chamado Dominic, do dia anterior estava de pé na porta da minha sala de aula me encarando.
— ( Ah, meu Deus! Tem dois dele! Gêmeos! )
Engoli seco e me aproximei dele.
— Olá, senhor... eu sou Açucena Carvalho. E quem é você?
Damon: Sra. Carvalho, fico feliz de finalmente conhecer você. Eu me chamo Damon Torres. Vim buscar o Ben, sou o pai dele.
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