Chamo-me Cíntia Almeida, ou me chamava, agora sou Açucena Carvalho. Forçada a me casar com um velho asqueroso, amigo do meu pai, decidi fugir para bem longe. Acabei em uma pequena cidade chamada Pendleton, encontrei lá a minha paz. Mas, essa paz não...
Carlos: Penélope, prepare o meu jato! Eu tenho ir pra Oregon imediatamente! Meu amor está esperando por mim lá!
(..)
DE VOLTA A PENDLETON...
Eu estava congelada no lugar, sem conseguir dizer uma palavra. Uma pessoa da minha vida passada me achou, um rosto do meu velho eu, o meu disfarce estava prestes a ser descoberto.
— Dean!!! O que você está fazendo aqui?!
Dean: Cíntia, finalmente! Eu vim aqui te encontrar! A mamãe está morta de preocupação!
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Dean Almeida, 24 anos.
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— Dean, você não devia estar aqui! Eu não sou mais a Cíntia!
Dean: O que você quer dizer com não é mais a Cíntia?!
— Dean... como diabos você sabia que eu estava aqui?!
Dean: Por favor, não responda minha pergunta com outra, Cíntia!
— Não estou fazendo isso, só estou te perguntando...
Dean: É que eu descobri... Cíntia....
— Pare de me chamar assim! Meu nome é Açucena!
Dean: Do que você está falando, Cíntia?
— Cale a boca, cale a boca... eu sou Açucena! Açucena Carvalho!
Eu estava surpresa e com medo e não sabia o que fazer. Meu irmão estava na minha frente, olhando para mim como se eu fosse uma doida. Depois de todos esses anos fugindo, eu realmente me sentia alienada do meu único irmão.
— Meu irmãozinho...
Ver o meu único irmão na minha frente depois de três anos quebrou a minha alma em um milhão de pedaços.
— Venha aqui, mano! Eu preciso te abraçar!
Eu o abracei forte, mas logo depois dei alguns passos pra trás.
— Por favor... Dean... vá agora! Eu não sou mais quem você pensa que eu sou, e se alguém te ver aqui... e se alguém tiver te seguido até aqui?
Eu comecei a entrar em pânico de repente.
— Hm, Dean, o que vai acontecer se alguém tiver vindo com você?!
Dean: Cíntia, se acalme! Eu vim pra cá sozinho!
— Como você pode ter tanta certeza?! Dean, nunca se pode ter certeza! Como você veio pra cá?! De ônibus? Avião?! Como você comprou a passagem?! Você sabe que o Carlos segue todos nós desde sempre?
Dean: Eu deixei um bilhete pra mamãe...
— Ah, não, Dean, você não fez isso!! O que estava escrito no bilhete, Dean?! ME DIGA!!!
A porta da casa abriu rápido e Magnus saiu correndo, segurando uma espingarda e com olhos vermelhos.
Magnus: Quem é você e o que você está fazendo com a Sra.Carvalho?!
— Não, Magnus, pare! Ele não estava fazendo nada! Não atire, por favor!
Dean: Eu posso confirmar isso, senhor! Por favor, poupe a minha vida!
Magnus: Bem, se você não começar a falar, alguém vai levar um tiro!
— Por favor, Magnus, se acalme e vamos todos pra dentro! Nós vamos te contar tudo.
Eu vi Magnus respirar fundo e exalar pelas narinas. Ele estava olhando desconfiado para Dean, olhos esbugalhados em fúria. Eu tinha que tentar fazer algo para acalmá-lo. Minha mente estava um caos.
— Por favor, Magnus...
Eu me aproximei cuidadosamente de Magnus e coloquei os braços ao redor dele. A tensão nos seus músculos começou a desaparecer e eu o olhei nos olhos. Eu pressionei meus lábios contra os dele, sem ligar para o meu irmão ou o resto de mundo. Só o que importava era acalmar Magnus.
Magnus: Mm... Sra.Carvalho... ao quê eu devo esse prazer?
— Considere com um beijo atrasado pelo aniversário do Ben... já que eu não te vi muito depois daquilo...
Magnus: Bem, obrigado, e eu sei como vou lhe retribuir.
Dean: Ahem...
Nós dois nos viramos ao ouvir a voz de Dean. Completamente perdidos no nosso mundinho esquecemos até da existência do meu irmão, ou qualquer coisa do nosso redor. Que pena que a ilusão durou pouco.
Nós entramos na casa e eu fui para o sofá me sentar e tentar me acalmar.
— Magnus, eu preciso de uma bebida! Me traga um Uísque.
Magnus: Sra.Carvalho... você tem certeza?
— Desde quando você questiona a minha escolha em bebidas?! Puro, por favor!
Magnus ia pegar a minha bebida quando a porta da casa abriu e Dominic, Damon e Ivana entraram.
Damon: Sra.Carvalho, como você saiu correndo daquele jeito?!
Dominic: Nós estávamos mortos de preocupação com você, querida!
Eu levantei, olhando furiosa para os três. Especialmente para Ivana.
— Ora, ora, ora... olha só quem decidiu se juntar à festa!