Chamo-me Cíntia Almeida, ou me chamava, agora sou Açucena Carvalho. Forçada a me casar com um velho asqueroso, amigo do meu pai, decidi fugir para bem longe. Acabei em uma pequena cidade chamada Pendleton, encontrei lá a minha paz. Mas, essa paz não...
O olhar mortal que meu pai me deu foi um que eu nunca esqueceria.
Pai: VÁ EMBORA, CÍNTIA! VOCÊ SABE QUE NÃO DEVERIA ESTAR AQUI!
A minha alma foi despedaçada. Eu odiava quando o meu pai gritava comigo.
— Sinto muito, pai. Mas eu mereço saber a verdade! Pai, você tem que me falar agora!
Carlos: A garota está certa, Diego. Deixe ela ficar.
O meu pai se virou para olhar para Carlos com puro nojo nos olhos.
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Diego Almeida, 51 anos. Empresário.
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Pai: Eu não vou contar nada a ela ainda, Carlos!
Carlos: Diego, nós chegamos num acordo. Vá em frente, conte a ela.
— Me contar o quê?
Meu pai abaixou a cabeça e olhou para o chão. Essa foi a primeira vez que eu vi ele derrotado, ou pelo menos, era o que eu pensava.
Carlos: Nós vamos nos casar no ano que vem, minha linda.
— De jeito nenhum!
Eu fiquei pálida e senti que a última gota de sanidade deixou o meu corpo. Carlos, o amigo do meu pai, um velho desprezível. Meu futuro marido.
— Você deve estar brincando comigo, Carlos! Pai?
Carlos: Nós estamos falando sério, muito sério, minha princesa e futura esposa.
O peso de perceber isso de repente baixou em mim. Meu pai arranjou o meu casamento com o Carlos. Meu pai me deu para o Carlos, sem meu consentimento, sem eu saber. Diego Almeida era um homem rigoroso, que acreditava que só casamentos arranjados funcionariam. Ele decidiu que era melhor pra mim me casar com quem ele escolheu. Daquele dia em diante, minha aventura não tão divertida começou.
. . . .
PRESENTE.
Vera: Sra. Carvalho!
— Sim, sou eu!
A voz estridente e condescendente dela me trouxe de volta à realidade.
Vera: Eu sei que é você! Acha que eu não sei o nome dos meus empregados?