"O perigo é real, mas o medo é uma escolha."
???: Encontrei ela. Ela está em Pendleton, Oregon. Por favor, confirme que essa mensagem foi recebida.
(...)
AÇUCENA CARVALHO
UM POUCO DEPOIS NA RUA...
Com minha cabeça nas nuvens e os olhos esmeraldas de Magnus me olhando, eu esqueci completamente da existência de qualquer outro ser nesse planeta.
— Sim? Eu não acredito!
Magnus: Você não acredita no quê? Que me chamou para a sua para a sua casa ou que eu aceitei?
— Bem... nenhum dos dois!
Magnus deu alguns passos casuais, diminuindo a distância entre nós, deslizou sua mão pelo meu antebraço e sussurrou:
Magnus: Não se preocupe, Sra.Carvalho. Não vou te machucar. Eu prometo.
Eu nervosamente brinquei com um fio de cabelo que caiu no meu rosto e tentei responder a ele num tom igualmente casual. Não queria que Magnus visse o quão inexperiente eu era.
— Bem, Magnus... não posso te prometer a mesma coisa.
Eu sorri de forma provocante e dei uma piscadinha.
— Talvez eu morda você... só um pouco...
De repente, Magnus começou uma risada estrondosa.
— O que foi?
Magnus: Sra.Carvalho... você nunca fez isso antes, não é?
— Faz um tempo, honestamente...
Ele suprimiu uma risada e olhou para mim.
Magnus: Quando você diz um tempo, você quer dizer, desde sempre?
— Que monte de perguntas são essas sobre a minha vida? Nós vamos fazer isso ou não?
No entanto, o Universo tinha outros planos para nós aquele dia.
Vera: Sra.Carvalho! Sr.Torres! Que surpresa agradável!
Eu fingi um sorriso educado e cutuquei Magnus para fazer o mesmo. Podia ver a tensão aumentando nele, mas ele se controlou.
— Diretora Hoffmann! Olá, como vai?
Ela olhou para nós por cima do óculos e limpou a garganta.
Vera: Um lindo dia, não é?
Magnus: Acho que sim.
Vera: Engraçado encontrar vocês dois aqui... juntos... o que estão fazendo?
Instintivamente, eu dei um passo para trás e deixei Magnus lidar com ela. Me senti segura sabendo que tinha um cowboy forte do meu lado. Contudo, Magnus nem se incomodou de falar alguma coisa. Ele só ficou parado lá, com mil fagulhas de raiva saindo dos olhos.
Vera: Ah, entendi. Dando o velho tratamento do silêncio à velha Vera.
Eu só queria estrangular aquela bruxa. A voz cheia de sarcasmo, me deixava enjoada.
Vera: Bem, o dia está muito bonito... talvez nós pudéssemos sentar todos juntos e beber um café.
— Na verdade, nós precisamos ir a um lugar.
Eu não conseguia acreditar no que eu tinha acabado de dizer.
Vera: Vamos? Aonde?
— Hm... precisamos... buscar o Ben no parquinho... sim, é isso!
A Diretora Hoffmann olhou para nós, com um sorrisinho aparecendo no rosto.
Vera: Agora, por que vocês dois iriam buscar o Ben juntos?
Finalmente surtei. Não aguentava mais.
— Diretora Hoffmann, precisamos buscar o Ben para levar ele para casa pra que eu possa dar aulas particulares. Estou dando algumas.
Os olhos dela se abriram em choque, misturado com surpresa.
Vera: Sra.Carvalho, você percebe que é estritamente proibido dar aulas particulares aos alunos da sua sala? É política da escola.
— Talvez nós possamos fazer uma exceção. Eu não sabia que era proibido. Você pode abrir uma exceção, só dessa vez?
Magnus: Ah, pode apostar que ela vai fazer. Ela vai deixar você dar aulas ao Ben, ela gostando ou não. Não vai, Diretora Hoffmann?
O jeito que Magnus deu ênfase nas duas últimas palavras me fez tremer. Com uma expressão seria no rosto e uma postura dominante, Magnus não parecia o homem dócil que era alguns minutos atrás. Eu estava olhando para Vera. Seus olhos diminuíram com o medo.
Vera: Bem, acho que podemos chegar num acordo.
— Sim! Obrigada, Diretora Hoffmann.
Se eu não tivesse orelha, meu sorriso teria dado a volta até minha nuca.
— Vai significar muito pra mim e para o Ben.
Vera: Tenho certeza que vai. Sr.Torres, posso falar com você em particular?
Magnus rosnou e assentiu com a cabeça. Eu vi algo nos olhos de Vera que me deixou com raiva. Era luxúria. Ela casualmente passou o braço pelo aro que Magnus fez colocando as mãos na sua cintura e o puxando para um canto. Ouvi Vera sussurrando para ele, e vi como seu rosto escureceu.
Eu estava tão imersa em pensamentos que esqueci completamente deles dois. Quando levantei o olhar, Magnus já estava vermelho de raiva, enquanto Vera estava falando animada. Eu não consegui entender nada vendo os movimentos deles, mas sabia que Magnus estava bravo com ela. Eu vi Vera entregando a ele um pedaço de papel, que Magnus instantaneamente rasgou e pisou em cima. Eles voltaram até mim e eu sabia que tinha que acalmá-los.
— Ei...
Eu não aguentava ele sendo tão ranzinza, então calmamente peguei a mão dele e sorri.
— Está tudo bem?
Magnus: Não estava. Agora está.
A tensão estava ficando insuportável. Vera não tinha intenção de nos deixar.
— Diretora Hoffmann, nós realmente temos que ir agora.
Eu vi ela revirar os olhos, mas a mesma fingiu um sorriso e falou conosco.
Vera: Ah, certo. Que bobagem a minha, prendendo vocês aqui. Se divirtam, e digam oi ao Ben por mim.
Ela se virou e foi embora com seus saltos batendo na calçada. Eu vi os músculos de Magnus relaxarem quando Vera desapareceu. Eu não queria perguntar nada a ele, então só sorri.
— Vamos indo, Magnus?
Magnus: Pra onde?
— VOCÊ JÁ ESQUECEU?!
Ele olhou para mim quando eu gritei com ele. Magnus piscou duas vezes e começou a rir.
Magnus: Desculpe, Sra.Carvalho. Ela me tirou do sério. Vamos indo.
— Acho que você vai ter que andar de esquilo de novo.
O olhar de confuso no rosto dele me disse que ele não tinha ideia do que eu estava falando. Eu apontei para o meu carro.
— Esquilo, lembra?
Magnus: Não. Nós vamos pegar a minha caminhonete.
— E o meu carro? Não vou deixar o esquilo sozinho.
Magnus deu uma risadinha e passou a mão pelo meu cabelo.
Magnus: Não se preocupe. O esquilo vai ficar bem. Ele já tem as nozes dele. Agora é a sua vez.
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Quem será a pessoa misteriosa?
O que acharam da Diretora Vera? Bem intrometida ela hein. E o Magnus parece que não gosta muito dela...
Até o próximo capítulo.
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LAÇADA PELO COWBOY+18
RomansChamo-me Cíntia Almeida, ou me chamava, agora sou Açucena Carvalho. Forçada a me casar com um velho asqueroso, amigo do meu pai, decidi fugir para bem longe. Acabei em uma pequena cidade chamada Pendleton, encontrei lá a minha paz. Mas, essa paz não...