CAPÍTULO 11

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ENQUANTO ISSO EM ALGUM LUGAR DE NOVA IORQUE...

Diego: Estou te falando, Carlos, eu não sei onde a Cíntia está!

Carlos: Diego, meu caro, estou te avisando. Se você estiver escondendo algo de mim, vou fazer algo ainda pior com você do que isso.

Diego: Não posso forçar ela a fazer nada!

Carlos: Ok, Diego, vai ser o seu funeral.

DE VOLTA EM PENDLETON.

Damon e eu parecíamos dois adolescentes pegos pelos pais.

— Magnus!

A figura imponente dele e sua sombrancelha franzida me deixaram fraca. Contudo, eu juntei as minhas forças, sorri para ele, e falei num tom calmo.

— Sr. Torres... quero dizer, Magnus... nós não estávamos fazendo nada. Isso é só um mal entendido.

Ele resmungou algo e se virou para Damon.

Magnus: Eu estava esperando você vir me ajudar com a lenha.

Damon: Merda, isso era hoje?! Eu esqueci completamente.

Magnus: E agora eu sei o porquê.

Eu tinha que fazer algo para impedir a briga que ameaçava começar.

— Ei, Magnus... talvez eu possa te dar uma ajuda.

Ele se virou para olhar pra mim, os olhos esmeraldas dele causando mil arrepios na minha espinha. E então... Magnus começou a rir.

Magnus: Sra. Carvalho, você realmente é uma coisa, sabia disso?

De repente, o olhar dele mudou. Se tornou... gentil e caloroso. Como se estivesse preocupado comigo.

Magnus: Você precisa de alguém para te acompanhar até em casa?

— Você está se oferecendo pra fazer isso?

A mudança repentina de humor de Magnus despertou algo em mim. Magnus ficou parado no lugar, completamente confuso com a minha pergunta.

— Se você não está oferecendo nada, não se preocupe. Posso me cuidar sozinha.

Magnus Torres provocou alguma coisa dentro de mim, algo selvagem. Eu fiquei irritada pela arrogância dele e precisava quebrar essa barreira gélida com a qual ele se protegia.

Ele me ignorou, e falou com Damon de novo.

Magnus: Leve a sua bunda preguiçosa pra frente da casa e ajude o Dominic com a lenha! Se eu te pegar enrolando mais uma vez...

— Ei, seu grande rabugento! Deixe o Damon em paz! Ele não é criança, você não pode implicar com ele assim! Agora, se acalme, e fale com ele como um ser humano normal!

O que quer que eu tenha dito parece ter afetado Magnus. Eu era professora por apenas uma semana e já tinha aprendido algo sobre como lidar com crianças indóceis. E Magnus era exatamente isso - uma grande criança. Ele abaixou a cabeça e suspirou profundamente.

Magnus: Sinto muito, Damon. Sra. Carvalho, eu vou com você.

Eu peguei Damon encarando Magnus, sem dizer uma palavra. Damon então se aproximou de mim, me beijou no rosto e se virou para ir.

Damon: Te vejo em breve, Açucena?

— É claro.

Pisquei para ele deliberadamente, para que Magnus visse.

— Claro, Damon. Mal posso esperar.

Nós três fomos para fora, Damon andando rápido na nossa frente. Quando chegamos na sacada, Damon entrou na casa com pressa, sem dizer outra palavra. Eu me virei para olhar para Magnus, mas seu rosto não mostrava... bem, nada.

— Bem, aqui está o meu carro.

Magnus: Isso não é um carro, é um esquilo.

— Hahaha, acho que você tem razão! Agora que vejo ele do lado da sua caminhonete, percebo que é pequeno!

Magnus: É mínimo. Um carro pra bebês.

— Ok, isso é o suficiente.

Magnus: Como você espera que eu caiba aí?

— Não sei, coloque os joelhos no queixo... pense em alguma coisa!

Olhei para Magnus. Um corpo grande, mas esculpido, muscular. Pernas longas e esbeltas. Braços tão forte que poderiam me segurar pra sempre, e eu não conseguiria me livrar deles...

— Ah, Deus, sim, eu ia amar isso!

Magnus: Você amaria o quê, Sra. Carvalho?

O que acontecia com o meu cérebro quando eu ficava perto dos Torres?! Eu tentei minha sorte com ele e disse a verdade. Bem, parte da verdade.

— Sr. Torres... Magnus... eu estava pensando nos seus braços fortes, e pernas, e corpo...

Eu vi os olhos dele se abrirem com... eu não consegui definir. Mordi o lábio e continuei o olhar com o dele.

— Sim, bem, estava pensando em como eu adoraria que você coubesse no carro pra eu poder tirar uma foto e mostra para os seus irmãos!

Dei uma piscada provocante e cruzei os braços.

Magnus: Droga, Sra. Carvalho. Você me pegou com a primeira parte, não vou mentir.

Magnus resmungou outra coisa para si mesmo e deu as costas para mim. Eu conseguir ver ele brincando com algo no seu bolso.

Magnus: Bem, acho que vamos andar de esquilo hoje.

Ele se apertou dentro do meu carro, xingando o tempo todo. Nós não trocamos uma única palavra no caminho para a minha casa. Eu tentei falar, fazer piadas com aquele homem enigmático, mas sempre dava de cara na barreira defensiva dele.

(...)

Eu entrei na minha sala de estar e Magnus ficou parado na porta.

— Bem, Magnus... obrigada por vir no carro comigo até aqui. Você quer entrar e tomar uma xícara de chocolate quente?

Magnus zombou de mim, balançando a cabeça.

Magnus: Está tarde.

Ele ficou na porta por mais alguns segundos, e então, como um animal, colocou seus braços ao meu redor, me puxou para perto e pressionou seus lábios quentes no meu rosto. Magnus se virou sem dizer uma palavra e foi embora.

— O quê diabos foi isso?!

Eu precisava de alguma explicação. Precisava de respostas!

— MAGNUS? QUE DIABOS?!

Ele se virou para me olhar, com luxúria nos olhos, piscou pra mim e saiu correndo pela rua.

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Até o próximo capítulo.

LAÇADA PELO COWBOY+18Onde histórias criam vida. Descubra agora