Capítulo Nove

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Kinsgley

Eu passei uma tarde inteira com elas. Dá para acreditar?

Eleanor é uma mulher muito fechada, durante a nossa dinâmica para nos conhecermos melhor percebi isso. Sempre que eu fazia perguntas com o foco nela ou em sua família ela se esquivava ou me respondia com outra pergunta. Então para fazer o jogo funcionar eu comecei a fazer perguntas mais genéricas e assim descobri algumas coisas sobre ela.

Ellie tem alergia a gatos, sua cor favorita é azul, ela nunca foi à praia por motivos de: nunca nem saiu de Londres, sabe cozinhar muito bem (tanto doces quanto salgados), toca piano e sabe desenhar e pintar. Minha Ellie é uma verdadeira artista.

Durante toda a nossa conversa senti que ela começou a ficar mais confortável na minha presença e aquela tristeza em seus olhos sumiu, mas veio à tona quando a deixei em casa.

Acho que foi por isso que não consegui não a convidar para ir me assistir. Quer dizer, eu iria chamá-la mas não tão de pressa, quero ir de vagar com isso, sinto que se eu pressionar muito ela vai embora como a correnteza de um rio, Mas quando vi aqueles olhos tristes de novo eu tive que chamá-la imediatamente.

Fiquei com medo de ela achar que eu estou indo muito rápido ou forçando a barra, mas ela me surpreendeu quando ouvi o "sim" sair de sua boca e vi uma faísca de alegria passar em seus olhos.

Agora estou aqui na sala de aula ouvindo o professor Hopper falar sobre direito processual penal e pensando se mando ou não uma mensagem para ela. Ontem eu lhe enviei o horário do jogo, que será amanhã, ela não me respondeu e sequer visualizou a mensagem.

É com esse dilema de decido lhe enviar só uma mensagenzinha.

Eu: Oi, ma belle. Kinsgley aqui.
O jogo de amanhã está de pé?

Segundo depois, para a minha surpresa, ela visualiza e já vejo os três pontinhos que me mostram que ela está digitando.

Ma belle: Oi, King. Sim amanhã irei com Amy e Mor. Desculpa não ter te respondido ontem, cheguei em casa muito cansada. E de onde você tirou "ma belle"?

Assim que recebo a mensagem fico animado. Achei que ela tinha desistido de ir ao jogo.

Eu: Ma belle significa minha linda em francês e é isso que você é.

Ma belle: Você nunca vai parar de flertar comigo?

Eu: Se depender de mim? Nunca.

Ela responde com um "você é impossível" e nós conversamos mais um pouco e depois nos despedimos. Eu tenho que ouvir mais meia hora sobre direito processual e ela tem uma apresentação de uma pesquisa sobre alguma coisa de administração.

O sinal bate finalizando as aulas eu estou doido para ir vê-la novamente, mas como o jogo é amanhã nós estamos treinando dobrado, então só a verei amanhã.

Quando estou chegando na porta do vestiário sinto um perfume que conheço muito bem.

— Hey, sumido — Nicole diz com uma voz melodiosa. Antes essa voz tinha algum efeito, mas agora não sinto nada. Nem raiva pela traição nem desejo por ela, não sinto nada.

— Oi, Nick. — Digo a fitando.

Nicole Cobalt é uma linda mulher, com seus cabelos lisos e curtos, em um tom platinado, olhos azuis escuros e uma pele marrom clara. Nick é alta, uma mulher fatal, não é atoa que lhe chamam de abelha rainha. Infelizmente sua fatalidade nem sempre é usada para o bem, por ser filha de um grande empresário, senhor Paul Cobalt, ela tem muita influência e está sempre maquinando coisas para se dar bem.

Amor nas Entrelinhas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora