16| Frustração

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Saí da cama no meio da tarde em busca de um copo de água, o Matheus descansava desde o almoço, havia preparado uma sopinha bem leve, já que ele estava meio enjoadinho. Após beber o líquido, meu celular vibrou, recebi uma notificação de mensagem.

Ucker: Como estão as coisas, por aí?

Você: Tudo certo. O Mati está melhor!

Ucker: Que notícia boa 🙂

Preciso de uma ajuda....

Pode entrar no chat, agora?

Você: Claro!

Em seguida, caminhei até a mesa de jantar, abri o computador e esperei conectar a videochamada.

― Oi ― ele disse, logo que sua imagem surgiu na tela, eu acenei em resposta.

― Então, o que deseja? ― perguntei, aguardando para saber qual era o problema do dia.

― Queria te ver. Estava com saudades!

― Christopher! ― Uma risada escapou dos meus lábios. ― Achei que era algo importante.

― Oh, claro que é importante... Assim consigo me concentrar melhor no trabalho. ― Sorriu de um jeito travesso.

― Alguém parece carente ― sussurrei. ― Será que quando chegar irá necessitar de uma atenção especial? ― Minha voz saiu insinuativa.

Então, apoiei meus cotovelos na mesa, repousando uma mão entre o queixo e a bochecha. Tendo a noção de que a câmera focava no meu busto, apertei sutilmente um braço contra o corpo.

― Sabe, Ucker, eu poderia te mostrar como a distância me deixou... Mas você terá que esperar até mais tarde para descobrir. ― Meus dedos deslizaram pela boca num gesto provocante.

― Dulce, Dulce ― ele respondeu, balançando a cabeça enquanto passava as mãos na testa, claramente nervoso pela situação.

― O quê? Você que começou ― mencionei com uma risadinha.

― Talvez eu precise encerrar o expediente mais cedo hoje. ― O rapaz entrou na brincadeira. ― Para ser mais rápido, vou voando vestido de Superman!

Engoli em seco, imagens do meu sonho invadiram a minha mente, alimentando a ansiedade por esse encontro íntimo. Christopher descreveu em palavras sensuais as coisas que desejava fazer comigo, pediu para eu idealizar que estava no escritório, em seu colo. O tom rouco da voz dele enviou arrepios da minha cabeça aos pés, deixando-me trêmula de antecipação. Céus, parecia que eu me localizava lá junto com o rapaz, inclusive aquela sensação de ser pega aumentou a adrenalina.

― Chefinho. ― Escutei a voz do Christian, imediatamente Ucker e eu nos ajeitamos na cadeira. ― O que você tá aprontando, ai? É mulher pelada?

― Não, não! Não é nada disso. ― Não consegui segurar o riso, pelo embaraço do coitado.

― Ah... então é sex tape¹. ― De repente, o desmiolado apareceu em frente a tela com os olhos tapados. ― Oi, flor do dia.

― Christian, eu estou de roupa! ― retruquei.

― Nunca se sabe. ― Ele deu de ombros. ― Bem, o negócio é o seguinte, temos um probleminha. O orçamento com o departamento de marketing não fecha. Não chegamos em um acordo.

― Vamos marcar uma reunião para resolver isso.

― Querido, já tá rolando faz meia hora. ― Chris cruzou os braços. ― As garotas só faltam se atracarem uma nas outras, aquela sala tá cheia de cortisol.

Coração FeridoOnde histórias criam vida. Descubra agora