Uma troca de favores.
Um sequestro indireto.
Um velho trauma desbloqueado.
Várias vendas ilegais.
Eventualmente,
resultaram em
Sua venda.
Ana Clara, menina bonita,
além de dívida esquecida
em um trato de anos..
[...]
-Porque você se tornou minha pa...
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-Que nada Tom, aqueles idiotas não lembram nem o teu nome. - digo tirando o cigarro da minha boca e assoprando a fumaça.
-Espero que sim, odeio ficar mal falado. Fico com fama de galinha.
-Tu tá com fama é de pega Aveia. - Erick diz se aproximando, Tom dá um sorriso ladino e levanta o rosto para encarar o baile.
-Enquanto aqueles alí preferem pegar Mucilon. - Tom aponta com a cabeça e solta um riso nasal, viro o rosto para ver de quem eles estavam falando.
-Porra, oque aquela idiota pensa que está fazendo aqui?! - Questiono indo até a roda dos filhos da puta que estão cantando a minha "noiva".
-Não quero, já estou indo pra casa. - Recusa um dos pedidos deles e meu sangue ferve ao ver Marcus à puxar pela cintura.
Nem escuto a barbaridade que ele ousou dizer e logo puxo a cintura da minha mulher pra mim.
-Ela disse não, seus filhos da puta. - jogo o cigarro longe - Vocês são surdos?
-Qual é, Diego. - Marcus reclama bêbado, se afastando e pondo as mãos na cintura - Essa é a sua nova puta?
-Essa é a minha mulher, e com certeza alguém que você nunca vai ter. - Digo firme, a sentindo tocar minha mão em sua cintura e me encarar curiosa, logo se dando conta de que sou eu.
-Tenho que admitir, essa é a mais gostosa que você já arrumou. Tá de parabéns. - bate palmas ironicamente e a encara de cima à baixo, sorrindo ladino. Reviro olhos por sua inveja e rio baixo.
-tá escorrendo baba, limpa aí. - Tom diz se aproximando, sinto Clara se arrepiar com o vento e percebo que ela está com frio. - E teu pau tá escorrendo também. - diz apontando e se vira pra mim.
-O proibido é mais quente, dá mais tesão. - Marcus apalpa por cima da calça encarando Clara.
-Vou levá-la pra casa, daqui à pouco tô de volta. - digo cerrando minha mandíbula, tenho que sair daqui antes que arranque os olhos do filho da puta.
-Aham, vou esperar no bar. - Tom diz e eu me viro a puxando pelos punhos.
Ao virar a esquina sinto ela puxar o braço, paro de andar e a encaro furioso.
--Oque pensou que estava fazendo? - Brigo, soltando seu pulso com brutalidade.
-Eu só quis sair pra passear um pouco, não tenho uma bola de cristal pra saber que aqui é assim. - rebate andando até em casa.
-Mesmo assim, deveria ficar no seu quarto dormindo, sua burra. - reclamo a fazendo bufar e parar pra me encarar
-Eu não sou obrigada a ficar lá dentro.
-É sim, oque fez com os seguranças? - questiono não os vendo em lugar algum, andando até ela.
-Sei lá, saí sem vê-los. - fala com desdém.
-Outros filhos da puta, deveriam ter te segurado. - volto a segurar seu braço a levando pra casa, de onde ela nunca deveria ter saído.
-Me solta, seu idiota. - reclama - tá doendo.
-E eu com isso?
-É isso que vai fazer com o braço da sua futura esposa? - pergunta, paro de andar para ficar cara a cara com ela.
Sinto sua respiração quente bater no meu rosto e a percebo ficar tensa. Sorrio ladino, colando nossos corpos. A prendo na parede de uma casa, a deixando mais nervosa ainda.
-Você, futura esposa - digo baixinho encarando seus olhos assustados, eu sei que ela vai escutar. - depois que nos casarmos, você vai ficar em casa cozinhando e limpando. Enquanto eu, vou estar trabalhando. - digo afrouxando o aperto, sem conseguir aguentar sua cara de dor, e apoiando minha mão na parede.
Droga, não consigo nem pensar em machuca-la.
-Eu não vou ficar em cativeiro só por casar com você. - ela rosna em minha cara.
-Ah você vai, vai ficar bem comportada em casa. Porque lugar de mulher é aonde o marido mandar. - digo mais firme ainda, a prendendo mais forte na parede.
-Lugar da mulher é aonde ela quiser. - diz colando seu peito no meu.
-Mas você - aponto - é diferente, eu mando em você agora.
-Você aceitou essa história de casamento numa boa né? Pra quem dizia ser duramente contra.
-Você parece ser a melhor das opções que ele já me deu.
-E você parece a minha pior opção. - diz me olhando com raiva e desdém, rio nasal e afundo meu rosto em seu pescoço.
-Eu sou a sua única opção, amor... - digo erguendo nossos rostos para a encarar, quando ela desviou o olhar e viu a xuxa que achei mais cedo, no meu braço.