_30. Sensações...

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...Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o teu querer
Agora eu sou somente um
Longe de nós, um ser comum

Agora sou um vento só, a escuridão, eu virei pó
Fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário

Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações
dentro de mim...

Capítulo 30 - Eu sei que menti, mas sinto tanto a sua falta...

Capítulo 30 - Eu sei que menti, mas sinto tanto a sua falta

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“Não vai, Diego... Fica aqui comigo...” era oque eu tinha que ter dito. Pelo visto, a gente realmente só dá valor quando perde... E eu não duvido de Diego, eu acredito nele. Nem sei se deveria, mas eu confio nele...

Ele se afastou e seguiu de volta pra sala do filme, senti um nó na garganta me sufocar ao sentir seu cheiro cada vez mais longe, até não senti-lo completamente. Hálito de Hortelã, e perfume de Malbec.

Quis correr pra ele e me agarrar no seu cheiro, e ao seu corpo quente, mas minhas pernas traidoras falharam e eu caí de joelhos no chão. Desacreditada, confusa, e com frio.

Sandiego, não me esqueça...

Nathaniel, quem é você?

Respirei fundo, engolindo o choro pra não inchar mais. Me levantei devagar e voltei pra sala do cinema, ele estava sentado mexendo no celular enquanto o filme passava. Ele nem percebeu minha falta? Puxa, que namorado...

Me arrepiei toda sentindo um cheiro estranho, comecei a andar até ele devagar e os meus olhos se arregalaram cada vez mais enquanto eu me aproximava. Pus a mão na boca, perplexa.

Nathaniel está gemendo. Seu braço de movimentava pra cima e pra baixo. Ele está assistindo a um vídeo pornográfico.

Levei um tempo pra raciocinar.... Meu Deus.

Nathaniel está assistindo pornografia, dentro da sala do cinema, durante um filme pra crianças, e se...

Meu Deus. Que desgraça...

Fiquei imóvel, intercalando o olhar entre a cara de Nathaniel e a sua mão no.. no lugar íntimo dele. Graças a Deus a luz da tela do cinema não está iluminando essa parte, por causa das cadeiras da frente.

Que imundíce! Que horror!

Me virei pra subir as escadas e correr dessa coisa obscena, mas tropecei no degrau e ele olhou pra trás, olhando confuso e assustado. Corri pra fora da sala, sabendo que ele estava vindo atrás de mim.

Sem saber oque fazer, corri pra sala ao lado — consequentemente, estava passando Meu Malvado Favorito 4 — Entrei na sala e fechei a porta rápido, oque fez um barulho alto. Sandiego estava nessa sala, ele olhou pra trás e me viu, ao ver meus olhos arregalados e minha respiração ofegante ele se levantou largando a pipoca e tudo ao redor, correndo até mim.

Corri até ele e agarrei sua cintura, me apertando nele. Ele estava atordoado, não sabia oque estava acontecendo. Mas rapidamente enrroscou seus braços ao meu redor.

—Nathaniel estava fazendo coisas obscenas.... — sussurrei tremendo — eu fiquei assustada, tô com medo e nojo dele. Diego... — estava nervosa, quase chorando de medo.

—Filho da puta. — ouvi seu rosnado — Desculpa, me descontrolei. — se repreendeu, mesmo eu nem tendo ligado — Sorri fraco, acolhida. — fica aqui, come a pipoca e assiste ao filme. Eu vou resolver umas coisas com aquele filho da... Aquele cara.

Ele me soltou e me guiou até o lugar dele, me dando a pipoca doce, mas antes que ele saísse segurei sua mão.

—Obrigada... — sussurrei.

Ele suspirou e beijou minha testa, depois ele foi pra lá pra fora.

Eles vão brigar... Meu Deus... Sei que o Diego sabe se defender, mas não sei se Nathaniel é fraco... E se o Diego se machucar? E se algum deles acabar morto? Meu Deus....

Me levantei da cadeira do cinema acanhada. Receosa se devo mesmo ir lá fora. E se o Diego estiver apanhando? E se o Nathaniel estiver armado? Aqui tem isolamento acústico, tudo pode acontecer lá fora...

Não, não, não. Eu preciso ir lá. O Diego pode estar machucado! Eu preciso ir ver.

Abri a porta da sala com medo, curiosa. E tremi ao ouvir estrondos altos. Isso foi um tiro?!

—Diego! — chamei, correndo em direção à eles e pondo a mão na boca perplexa.

Diego tinha estragado a parede do cinema com o corpo de Nathaniel, ele jogou Nathaniel em direção a parede e está sufocando ele. Vai mata-lo.

Nathaniel sangrava e tentava se defender, já roxo. Mas Diego parecia perfeitamente bem, apenas ofegante.

—Diego — exclamei tocando Diego que estava encima da barriga de Nathaniel, sufocando ele — Pare com isso, vai mata-lo!

—Saia daqui, Clara. — rosnou sem soltar o pescoço de Nathaniel, a essa altura ele só se debatia tentando buscar ar — Volta pra lá! Eu disse que não era sair de lá!

Diego não era o mesmo. Esse não é Diego que conheço, esse é o Sandiego. E ele estava com sangue nos olhos.

—Sandiego! — Rosnei de volta, irritada e com medo. — Pare com isso, você não pode mata-lo.

Ele me olhou confuso, e assustado com meu tom de voz. Mas soltou o pescoço de Nathaniel e saiu de cima dele relutante, me olhando com uma expressão desconhecida.

Ele se levantou e andou até mim devagar.

—Pare com isso, por favor. — pediu num sussurro, franzi a testa confusa, e ele continuou sem expressão — Não me chame de Sandiego.

—Mas não é o seu nome? — questiono ainda confusa.

Ele não me respondeu, só suspirou e passou a mão nos cabelos bagunçados que a depois dessa briga vieram pra frente do seu rosto, cobrindo seus olhos. Quando ele puxou os cabelos pra trás, vi que seu olho estava começando a inchar e ficar roxo, e havia um corte superficial na pálpebra.

Suspirei me sentindo culpada, e encarei Nathaniel no chão. Ele estava se levantando devagar.

—você se machucou... Me perdoa, eu não quis te pôr em problemas. Eu me desesperei e a primeira pessoa que vi foi você... — murmurei encarando o chão, me sentindo culpada.

Levantei o rosto envergonhada e tentei abrir a boca na tentativa de falar algo, mas não consegui pensar em nada a tempo e Tatiana chegou correndo até nós.

—Gente! Oque tá acontecendo aqui? Sandiego!
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Por favor, votem se estiverem gostando da história, e também pra me avisarem que já estão na espera do próximo capítulo.

Até mais, benzinhos❤️✨

~dear

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