Uma troca de favores.
Um sequestro indireto.
Um velho trauma desbloqueado.
Várias vendas ilegais.
Eventualmente,
resultaram em
Sua venda.
Ana Clara, menina bonita,
além de dívida esquecida
em um trato de anos..
[...]
-Porque você se tornou minha pa...
...Don't you know it, baby? I don't want to waste another day
I'm wishing I could find the words to say
Baby I would tell you every time you leave
I'm inconsolable...
Capítulo 07- E como da última vez, ela quase se foi...
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—Blá, blá, blá. — digo cansado de ouvir a Clara reclamar sobre vir pra cá — Tá bom, eu já entendi que você não tinha necessidade de vir pra cá, que você queria ficar em casa limpando, que eu sou um babaca, eu já entendi. Mas agora você já tá aqui e não tem oque fazer contra isso. — digo de uma vez, e paro o carro.
—E agora, como eu vou ficar aqui sozinha sem ninguém pra conversar?
—As meninas chegam daqui a pouco, relaxa.
—Eu não conheço elas.
—Vai conhecer, pra tudo tem uma primeira vez. — digo a conduzindo pro escritório — Falando nelas..
—E as minhas roupas?... — pergunta olhando pras meninas escondida pelas persianas.
—Vamos buscar quando sairmos daqui. — digo abrindo a porta da sala e chamando a atenção delas. — Meninas, cuidem da Clara. Façam ela se sentir bem recebida aqui.
—Quem é ela em? Se fosse tua mulher mesmo tu deixava em casa. — Tatiana pergunta.
—Se eu deixasse ela ficar em casa, ela ficaria limpando e arrumando tudo como se fosse uma empregada.
—Nossa. Ela é tão dona de casa assim? — Mia pergunta, achando estranho.
—Ela é besta, aceita tudo.
—Eu tô ouvindo tá? — ouço Clara se aproximando e sorrio.
—Eu sei. — Suspiro olhando pra Clara, volto à olhar pra Tatiana e ponho as mãos no bolso. — Não mude a cabeça dela, por favor. Eu ainda quero ter a garota que ganhei quando chegar em casa.
—Sim senhor. Sua princesa vai voltar sã e salva pra casa, idiota.
—Assim espero. Estou indo, tenho muita dro... — repenso, me lembrando de Clara e oque ela vai achar — muita coisa pra vender, e pra comprar também.
—Tá.
Saio de lá quase de imediato, batendo a porta atrás de mim.
—Puta que pariu. — esbravejo batendo a mão na pilastra — Eu devo tá enlouquecendo.
—Oque foi cara? — Tom vem até mim, me trazendo um cigarro.
—Senti o teto tremer, oque aconteceu? — Erick aparece de repente, logo vindo até mim. — Iae cara, oque aconteceu?
—Eu não sei, não sei. — continuo dizendo irritado — não interessa agora. Anda, acende esse cigarro aqui. — mando.
(...)
—4.000 e não se fala mais nisso. — ofereço.
—Na casa do caralho que eu vou pagar 4.000 nessa malinha. — suspiro me contrariando.
—É pegar ou largar.
—É da boa mesmo? — questiona.
—Claro que sim, por que acha que é 4.000?
—Sei lá, mas tá bom. Eu pego.
—Ótima escolha. — ponho as mãos no bolso depois de me livrar do cigarro.
—Me dá, tenho um compromisso importante.
—Vaza logo, ouvi rumores que a polícia tá atrás da nossa localização. — Mando dando as costas.
Escuto o barulho do carro e o do meu celular. Atendi Eliza e quase caio pra trás.
—Oque? Onde ela foi? — pergunto furioso, já entrando no carro.
—Ela fugiu. Saiu quando a Tatiana foi comprar cerveja.
—Fechem as saídas, tô indo praí agora.
Entro no meu carro e o ligo, acelerando e manobrando sem ligar pros obstáculos. Corro pra favela na minha maior velocidade e desço do carro às pressas.
Não sei oque vou fazer se ela conseguir sair daqui, nem oque meu pai vai fazer comigo, por tê-la trazido.
—Maiara. — Chamo, a vendo vir em minha direção às pressas também. — onde você tava quando isso aconteceu?
—Eu tava no meu escritório até agora pouco, não vi ela ainda. — diz se defendendo — Quando soube já era tarde.
—Já sei. — digo, tendo minhas suspeitas de onde ela possa estar. — me esperem aqui, guardando a saída.
—Erick. — vejo, chegando ao corredor dos fundos e o encontro fechando alguém...
Uma garota, de vestido longo, vinho.
É a minha garota.
—Te enganei bobinha... Você tinha razão, mas sua mãe não te disse pra não falar com estranhos também? — Erick diz, se aproveitando de sua força e tamanho pra assusta-la.
—Erick. — Chamo mais alto, vejo sua cabeça se virar lentamente. — Larga ela agora. — falo sério.
—Filha da puta. — vejo ele xingar alto e cair de joelhos, Clara chutou o saco do idiota.
Ela sai de perto dele correndo, e vem até mim devagar, me encarando de cima à baixo.
—Você se preocupa muito com as coisas, tá todo suado. — toca em minha testa molhada de suor, e secando a mão na minha camisa. — Vamos pra casa, por favor. Você tá fedendo à cigarro e suor.
—Vamos, no carro conversamos.
—Eu só quis ir no banheiro, não achei que precisaria levar alguém comigo. — justifica o óbvio — Então eu saí a procura dele, mas vi alguns homens me seguirem com armas, fiquei com medo e corri. — continua, suspira pesado quando vê nós passarmos pela igreja dela — Daí eu perguntei pra aquele idiota aonde que ficava a saída, que eu ia te procurar por lá, mas ele me enganou e o resto você já viu... — ameniza a situação, suspiro puxando meus cabelos pra trás, vou cortar antes que comece a me irritar mais.
—Pelo amor de Deus, pelo menos avisa às meninas antes de ir à algum lugar. — a repreendo, estacionando o carro na garagem.
—E as minhas roupas? Essa aqui está fedendo, estou agoniada com esse suor todo. — reclama tocando em si mesma.
—Eu só vou tomar um banho, vai comer alguma coisa na cozinha, eu não vou demorar.