— Aether! — gritei. — Onde que você colocou aquela caixa?
ouvi os passos apressados do meu irmão subirem a escada.
— ué, era pra tá embaixo da cama.
— não tô achando.
— vamos ver lá no quartinho dos fundos, jogar fora não joguei.
Assenti e descemos as escadas rapidamente, perto da cozinha nós tínhamos um pequeno quartinho onde guardávamos coisas que provavelmente só víamos uma vez por ano, tipo a árvore de natal que nunca montamos e aquelas decorações bregas que ganhamos em um aniversário.
olhei de relance para uma das últimas prateleiras, ah, havia me lembrado exatamente por que não estavam em baixo da cama. Não tava afim de ver isso em toda faxina me assombrando.
— me dá pezinho? — pedi.
— tá.
ele juntou suas mãos e rapidamente subi, peguei a caixa sentindo a poeira vir diretamente no meu rosto.
— droga que tanta poeira!
— vai logo!
— chato.
Desci com elas em mãos, e a levei até a sala, enquanto abanava a poeira com um pano de prato. Rezei para que não tivesse traças. Ao abrir uma das abas me deparei com a porra de uma aranha ENORME.
— ARANHA!!! AETHER ARANHA!!!
—CALMA!
ele correu rapidamente, com um chinelo em mãos, jogando no maldito ser, que saiu correndo pra todos os lugares com aquelas pernas grotescas até que enfim foi esmagado, pelo pé do intruso ruivo que acabara de entrar pela porta.
— Por que essa cara de assustados? — ele perguntou.
— por que não bate na porta? — Aether disse, soltando uma indireta.
— Já sou de casa. — respondeu. — Loirinha!
— Bom dia ferrugem. — lhe respondi.
Ignorei a presença de Childe por alguns segundos, fiz o trabalho de abrir finalmente a caixa e me deparar com purpurinas e enfeites, vestidos que usava durante apresentações. O primeiro era o prateado reluzente, quando minha carreira era solo e meu senso de vestimenta era normal, apartir da junção minha e de Dain, comecei a usar o que ele escolhia.
Os dois garotos me olharam, receosos e curiosos ao mesmo tempo se sentaram também no sofá e prestaram atenção a cada pedaço de pano que eu tirava dali.
— por que não vai com o prata? — meu irmão perguntou.
— não sei.
— você combina com prata.— Childe.
Suspirei e dali tirei algumas tiaras também, separei o prateado e decidi não retirar os restos dos trajes, aqueles que decidi a dois anos colocar no fundo da caixa.
-
— O filho da puta sumiu do mapa depois que terminou com ela. — Aether disse no meio da roda.
— Mas ele não patinava? por que não continuou com a carreira. — Kaeya perguntou curioso.
— sei lá, nunca perguntei pra aquele louco. — ele respondeu, enquanto abria o lacre de uma das bebidas da máquina. — tentou contato várias vezes depois do término.
Estávamos no vestiário, nos preparando para o próximo jogo, a maioria já tinha colocado o uniforme e estavam trocando papos nos grandes bancos do meio. Havia chegado a pouco tempo, no meio da conversa. Tinha ido resolver algumas coisas no aeroporto.
tirei a camisa e coloquei-a nos cabides, pensando em como estava a mente de Lumine neste exato momento. Depois de colocar o uniforme e o moletom, sai de fininho para o vestiário feminino, onde provavelmente ela estaria sozinha.
Bati algumas vezes na porta, depois de ouvir o barulho de um chuveiro desligado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
coffee without sugar
FanfictionEm uma noitada qualquer Lumine tem uma noite com um jogador de hóquei, mal sabe ela que apartir dessa noite roubou toda a dignidade e marra deste homem, além do seu coração é claro.
