sua família

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Primeiro, vou me desculpando por não ter postado nada em 9 dias, acontece que meu aniversário estava perto, e o ensino médio não me deixa em Paz. Segundo, odeio minha professora de biologia. E terceiro quero que o Enem seja pra escrever um romance ao invés de uma redação.
Amo vocês aproveitem o cap
💓🥰💓🥰



— por que estamos fazendo compras? —   falo empurrando o carrinho repleto de besteiras, e Lumine apenas as coloca mais ainda.

Acordamos exatamente as 5 da manhã para arrumar as bolsas, aparentemente vamos aproveitar o feriado do natal na casa de Lumine. E eu não desgostei, na verdade eu não iria fazer nada além de jogar vídeo game comendo merdas instantâneas. Só posso viajar pra ver minha família (que mora perto da fronteira) no ano novo.
Agora estou fazendo compras com a baixinha e Aether resolveu ir na frente com seu carro, provavelmente pra conversar sobre tudo que aconteceu.
Antes de chegarmos ele falou para eu tentar distrai-la. Uma coisa que sei fazer muito bem por sinal, se não estivéssemos presos em um super mercado.

— nós vamos passar três dias na casa dos meus pais. — respondeu, não dando a mínima para mim. Ela procurava atentamente o preço de uma maionese apimentada da prateleira.

— isso está a dez e noventa. — respondo sua dúvida silenciosa, ela agradece olhando para mim. — tem alguma dica de como me apresentar prós seus pais?

— com certeza como um amigo. — ela ri. — de preferência gay.

Eu solto uma risada nasal, mas esperando sua explicação.

— sabe os ciúmes de Aether? — aceno a cabeça, vendo-a se aproximar de mim para levar o carrinho até o caixa. — meu pai é quatro vezes pior, digo, cinco.

— agora tô cagado de medo.

Aether me enche com suas perguntas sobre minha relação com Lumine, creio que surtaria se soubesse que andamos fudendo por aí. Ele deve ser do tipo que gosta de casamento e castidade, valorizo esse guerreiro.
Mas quando se trata de Lumine, simplesmente não consigo me segurar ela é totalmente o combo perfeito de uma mulher. Sou muito feliz por ter sua valorosa amizade.

— bem, mas acho que nada demais vai acontecer. — ela ri, olhando para a tela de seu celular com uma lista gigantesca. — comece falando de baseball, talvez ele te aceite.

— eu odeio baseball. — limpo minha garganta, lembrando das terríveis partidas nada agradáveis. — sempre achei entediante.

— pode falar de plantas também. — ela completa, já estamos na fila do caixa e tem mais algumas três moças em nossa frente.

— ele gosta de plantas? — eu ironizo.

— sim, na minha casa tem um grande jardim. — ela sorri, com um olhar longe de si, parece estar se lembrando de sua casa. — meu pai começou a plantar para conquistar minha mãe, desde então, nunca mais parou de comprar plantinhas e enfeitar a casa.

— que história romântica, meus pais se conheceram nos anos 80 em um atentado no banco. — ela parece não acreditar, mas ri, e eu a acompanho. Seria uma história tragicamente amorosa. E foi. Mas com um final feliz.

— tá, ok, mas como é sua casa? — ela pergunta curiosa.

— bem, não temos um jardim, é frio demais na fronteira. — eu a explico, puxando o carrinho mais para a frente. — seria impossível, mas temos um grande quintal. Lá tem uns brinquedos genéricos de crianças e uma casa na árvore. Me lembro que meu irmão mais velho construiu para mim, desde então virou relíquia dos meus outros irmãos.

— verdadeiro significado de herança. — ela sorri, já estávamos passando todos os produtos na caixa.

— o que pensa de nós divertimos neste natal? — falo com um tom de perversidade, para que entenda.

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