DARK ROMANCE | HATE TO LOVE | STALKER
Em breve livro físico pela Selo Dream Amaze!
Park Jimin é um escritor talentoso em busca de inspiração para seu novo protagonista. Quando descobre sobre o hacker e espião mais procurado do governo, o codinome "G...
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"Se você acha que me conhece agora Espere até me ver no controle." — You Should See Me in a Crown (Billie Eilish)
Dopado. Era assim que eu me sentia enquanto apertava a xícara de café quente em minhas mãos, inalando o aroma dos grãos.
Como se alguma substância ilícita estivesse passando por minhas veias, meu olhar fixou-se na cafeteira posta sobre a mesa, sem piscar ou mover. Minha mente estava limpa, pacífica como há muitos anos já não esteve. Recordava-me da sensação extasiante de paz que a heroína me proporcionava na juventude, como se estivesse novamente envolto em um vácuo eterno, sentado em um banco de praça em meio a madrugada, apenas na companhia da lua e das estrelas. Não havia espaço para pensamentos intrusivos, apenas uma névoa reconfortante preenchia meu ser, uma pausa bem-vinda após a tempestade da noite anterior.
Era uma sensação estranhamente boa, para variar. Todavia, sentir que seu próprio cérebro escolheu entrar em estado catatônico em uma manhã cinzenta qualquer, apenas para acalmar a tempestade que a vida se tornara, não era algo bom. Mas isso bastou para afastar os pensamentos inquietantes sobre estar sendo alvo de uma organização criminosa de experimentos e de um hacker misterioso.
Ghost não dera sinais de vida desde nossa ultima noite. Eu já conhecia seu padrão. Ele me oferecia doses de adrenalina pura, daquelas que jamais ousara experimentar, apenas para desaparecer por dias a fio, deixando-me ansiando pelo seu retorno, procurando-o pelas sombras na esperança de encontrá-lo mais uma vez.
Ele sabia ser maldito o suficiente para me viciar nele.
Eu me forçava a engolir o café, tentando retomar a consciência. Sabia que cada minuto que passava sem uma mensagem dele apenas intensificava a urgência em minha mente. Uma parte de mim desejava que ele se manifestasse mais uma vez, enquanto outra temia o que isso poderia implicar. Ghost se tornou uma droga poderosa, uma droga da qual eu não conseguia me libertar.
Enquanto eu encarava a cafeteira, um ruído quebrou o silêncio da manhã. Levantei os olhos e vi Taehyung parado à porta da minha cozinha. Ele trajava os vestimentas formais de seu trabalho, com seu sorriso suave e olhos envoltos em uma olheira sutil.
— Você está um lixo — disse ele, cruzando os braços com uma expressão inquisitiva.
— Já se olhou no espelho hoje? — respondi com o cenho franzido. — Só estou tentando acordar
— Noite difícil?
— Como todas... — murmurei, suspirando e levando a xícara até os lábios.
Ele se aproximou e colocou a mão em meu ombro, transmitindo uma sensação reconfortante de calor e companheirismo.
— Bem, espero que esteja com fome. Eu trouxe croissants frescos. Acho que vão ajudar mais do que esse café.
Taehyung se aproximou da mesa e depositou a sacola ao meu lado. Em umas das mãos ele carregava seu típico "cappuccino diabético", o elixir da vida diário que ele aparentemente necessitava para começar o dia.