DARK ROMANCE | HATE TO LOVE | STALKER
Em breve livro físico pela Selo Dream Amaze!
Park Jimin é um escritor talentoso em busca de inspiração para seu novo protagonista. Quando descobre sobre o hacker e espião mais procurado do governo, o codinome "G...
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E eles vão te perseguir Até o seu interior Até que você não possa mais rastejar E ladeira abaixo nós vamos — Way down we go (KALEO)
Do outro lado da linha, o silêncio foi curto. Jungkook havia colocado o celular no banco enquanto se vestia, deixando tudo no viva-voz. Então, uma voz grossa e carregada de arrogância veio:
— Onde ele está?
— Sem um "oi", sem um "como vai"? — ele sorriu de canto, ajustando os punhos da camisa com calma irritante. — Você precisa aprender sobre boas maneiras, velhote.
Fechei os olhos e soltei um suspiro de nervoso. Tentei me forçar a ignorar a imprudência dele de ainda tentar ser sarcástico dentro de uma situação tão fodida como aquela. Cada célula do meu corpo gritava para que ele não provocasse, mas sabia que era inútil. Jungkook não era do tipo que recuava. Então comecei a me vestir.
— Não estou brincando. Me diga onde Taemin está antes que eu perca a paciência.
— Então perde. Adoro ver homem adulto fazendo birra.
— Você acha que pode se esconder atrás desse celular? Você sabe com quem está lidando?
Ele soltou uma risada baixa, sem humor. Pegou o celular, girando-o entre os dedos antes de finalmente respondê-lo:
— Sei exatamente com quem estou lidando. Mas... você sabe com quem está falando agora?
O silêncio veio. Então, a ligação foi encerrada.
Jungkook soltou uma risada enquanto ajustava a gola do terno. Jogou o celular no meu colo, me fazendo olhar para o aparelho como se fosse um inseto.
Ele se virou para mim com um meio sorriso. Eu sabia que nada que eu dissesse mudaria tal hábito despreocupado e inconsequente que ele possuía.
— Claro que sim — respondeu, cruzando os braços. — Não podia perder a chance.
Fechei os olhos por um segundo, esfregando a têmpora. A audácia dele era tão absurda que beirava a loucura.
Enquanto eu arrumava meu cinto, a cabine da roda gigante repousou próximo ao chão. Jungkook abriu a porta, saindo de dentro com um pulo rápido. Então, como se fosse um príncipe encantado ou alguma merda do tipo, colocou um braço para trás, curvando-se brevemente e esticando a mão para mim.
Não contive a curta risada que me escapou enquanto aceitava o gesto.
— Não sabia que era capaz de ser um cavalheiro — provoquei, arqueando uma sobrancelha.
— Sou multifacetado, meu amor. — Ele entrelaçou nossos dedos por um instante, me ajudando a sair da cabine. — Gosto de te surpreender.
Revirei os olhos, pisando no chão asfaltado. O parque ainda estava com as luzes ligadas. O vento balançando as engrenagens das atrações e fazendo as arvores ao redor dançarem. Enquanto eu admirava a iluminação colorida pelos últimos segundos, Jungkook desligou tudo, deixando com que a escuridão tomasse conta das nossas silhuetas iluminadas somente pela lua.