DARK ROMANCE | HATE TO LOVE | STALKER
Em breve livro físico pela Selo Dream Amaze!
Park Jimin é um escritor talentoso em busca de inspiração para seu novo protagonista. Quando descobre sobre o hacker e espião mais procurado do governo, o codinome "G...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
"Eu confesso que o diabo é meu parente Eu sou irmão do pecado Desde quando nem sei Eu não vou descansar até que tudo esteja terminado e resolvido E eu consiga o que fiz por merecer
Eu sou um assassino de sangue frio E estou indo atrás de você" — Cold Blood (Dave Not Dave)
— JEON JUNGKOOK | GHOST
Sentia o odor metálico de sangue inebriar minhas narinas enquanto andava em volta da cadeira onde Taemin estava preso. Correntes de metal prendiam seus braços com uma potencia de força um pouco maior do que era necessário, uma escolha vinda puramente pelo meu desprezo por aquele verme. Ele me encarava com ódio, e, por um instante, me permiti saborear isso. O ódio era a última centelha de poder que ele tinha. E eu estava prestes a apagá-la.
Jimin estava encostado na parede, imóvel, com os braços cruzados e aquele olhar conflituoso. Eu sabia o que ele sentia. O desgosto, a dúvida, o medo do que estava por vir. Mas, no fundo, eu sabia que ele não teria coragem de parar isso. Ele estava gostando, mesmo que se convencesse do contrário. E, por isso, ele estava ali. Observando. Aprendendo.
Era claro que aquilo não era só um interrogatório. Era uma sentença, e Taemin pagaria o preço com juros.
— Eu devia ter te arrancado da minha vida no primeiro sinal de que você não prestava — Jimin disse, quase sem perceber a confissão. O que me fez sorrir.
Era o estopim que eu precisava para legitimar a brutalidade que viria.
— Você está começando a entender, amor — murmurei, apenas para ele ouvir.
Taemin, ainda meio grogue do golpe que havia levado na cabeça, ergueu o olhar na direção dele. Havia ódio ali. Um rancor silencioso que queimava por trás do rosto machucado, como se ele culpasse meu garoto por estar naquela cadeira, amarrado como um animal prestes a ser abatido. Jimin não correspondia o olhar gentil.
— Está vendo isso, Taemin? — sussurrei, inclinado para ele. — Ele não precisa de você. Nunca precisou. E agora, por minha causa, nunca mais vai precisar. Você perdeu. De novo.
— Vai mesmo deixar ele fazer isso? — indagou, sua voz rouca.
Com um resquício de coragem, ele lançou um olhar desafiador na direção de Jimin. Ele queria que meu garoto o salvasse. Mas eu sabia que isso não aconteceria, ou pelo menos esperava que não.
— Vou — respondeu. — E vou gostar cada segundo disso.
— Ele está te usando, Jimin! Esse cara...
— Você está com ciumes agora? Não esqueça que você também fez isso antes.
Soltei uma risada breve ao assistir aquele dialogo. Ele estava começando a ser impor mais. Aquilo era, de certa forma, perfeito. Uma parte de mim sentia uma espécie de prazer mórbido.