Capítulo 25

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Alerta: esse capítulo pode ser sensível para alguns leitores. Contém violência/tortura psicológica.


"É como se você fosse perigoso para mimEu percebo toda vez que nos encontramosSinto o chão se abrir sob os meus pés

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"É como se você fosse perigoso para mim
Eu percebo toda vez que nos encontramos
Sinto o chão se abrir sob os meus pés.
[...]
Quando foi a última vez que você provou sangue?
E o que será preciso para conter a inundação?
Eu estou preso no tempo
Como um relógio sob um solo congelado
Talvez eu perca o juízo" 
— Dangerous, Sleep Token


Claustrofobia.

Fora a primeira coisa que eu senti assim que minha consciência retornou. Demorei um pouco para abrir os olhos. Um cheiro de consultório de dentista entorpeceu meu nariz e me fez fungar desgostoso, e quando os instintos automáticos me fizeram remexer o corpo, eu senti meus pulsos arderem. Presos. Amarrados. É claro, Dong-u havia me apagado quando tentei morde-lo, e agora iria me manter o mais preso possível.

Reconheci um quarto de clinica assim que olhei ao redor. Paredes brancas, impecáveis, uma maca de panos brancos e alguns armários ao redor. A minha frente, bem na lateral, havia uma grande porta de metal. Ao lado dela, cobrindo praticamente quase toda parede, uma tela de vidro reforçado me fazia parecer como um animal a exposição de quem passasse por aquele corredor. 

Meu peito apertou assim que me recordei de Taehyung. Havia, de fato, encontrado-o quando fui até o galpão, mas havia sido apagado, e provavelmente ele também. Claro, aquele politico jamais deixaria uma corda solta andando por ai. Ghost estava atrás de mim. Eu não possuia dúvidas que ele havia me procurado em menos de duas horas após minha saída.

Merda.

Jungkook.

Eu havia traído a confiança dele. Por Deus, espero que ele me perdoe por isso. Não havia como ser racional naquele momento, e, sinceramente, talvez eu devesse mesmo me ferrar para aprender a viver como um ser humano funcional.

Minha cabeça girou. Respirei fundo, tentando forçar a lógica a tomar o lugar do pânico. Não adiantava me desesperar. Não aqui. Se Dong-u me queria vivo, então havia um propósito. E se havia um propósito, eu ainda tinha tempo.

Foi quando ouvi passos. Lentos, calmos, como se quisessem ser ouvidos.

Na frente do vidro, apareceu uma figura de idade. Cabelos pretos com pequenos detalhes grisalhos, barba por fazer e um sorriso pequeno.  Vestia um jaleco branco e luvas esverdeadas. 

Dong-u.

Revirei os olhos sem pensar.

— Acordado tão cedo? — ele disse, a voz carregada de ironia. — Achei que você precisaria de mais tempo depois do sedativo. Mas pelo visto, seu antigo vicio em droga te deu algumas resistências, não foi?

HAUNTED | jjk & pjmHistórias para pegar e não largar. Descubra agora