DARK ROMANCE | HATE TO LOVE | STALKER
Em breve livro físico pela Selo Dream Amaze!
Park Jimin é um escritor talentoso em busca de inspiração para seu novo protagonista. Quando descobre sobre o hacker e espião mais procurado do governo, o codinome "G...
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"Não me deixe dirigir para casa Pegue minha alma, eu preciso de controle Agora que estamos sozinhos Eu posso sentir seus batimentos
Obsessivo, você parece perto demais, mas eu Gosto assim Possessivo, você não é meu, mas Você quer ser" — HEARTBEAT (Isabel LaRosa)
O vento tocava minha face quase como um carinho invisível, fazendo meus fios voarem em rebeldia. Eu observava o mundo do lado de fora enquanto organizava a mente tumultuada. O carro andava sem pressa, mas ainda assim fazia com que as luzes dos comércios preenchessem a minha visão como um espetáculo de cores.
Não havia trocado sequer uma palavra com Ghost desde que entrei em seu carro. Era fodidamente estranho estar ali, dividindo o mesmo espaço com ele, considerando tudo o que havia acontecido. Talvez porque, dias atrás, ele tenha apontado uma maldita arma para o meu rosto enquanto me fazia me masturbar sob seu olhar afiado. Ou talvez porque, por mais que eu odiasse admitir, uma parte de mim tinha gostado pra caralho de saber que Ghost era, na verdade, Jungkook.
Meus dedos tamborilavam contra a coxa, inquietos, enquanto minha mente revisitava cada detalhe daquela situação. Era como se tudo que eu pensava saber sobre ele tivesse implodido diante dos meus olhos, e agora eu estivesse lidando com os destroços. Ghost, Jungkook... duas identidades que se fundiam em uma só, me deixando sem chão.
Ele dirigia em silêncio, a expressão indecifrável, mas eu podia sentir sua presença como um espirito obsessor. As mãos firmes no volante, os olhos cravados na estrada — distante, mas atento. Como sempre. Ele era um homem de gestos calculados, e eu sabia que, mesmo sem me encarar, ele estava me observando de alguma forma.
— Você está quieto demais — sua voz cortou o silêncio, rouca e baixa.
Pisquei, voltando minha atenção para ele.
— E você esperava o quê? Que eu estivesse confortável aqui? — virei o rosto para a janela novamente, mas senti seu olhar pesar sobre mim por um instante antes de ele voltar a se concentrar na estrada.
— Você parecia bastante confortável enquanto se aninhava nos meus braços como um gatinho manhoso.
Meu corpo enrijeceu no mesmo instante. Virei o rosto para ele devagar, estreitando os olhos.
— O quê?
Jungkook manteve a expressão impassível, os dedos relaxados no volante, como se tivesse acabado de comentar sobre o clima.
— Você me ouviu — ele disse, a voz carregada de algo entre diversão e desafio. — Sentindo meu perfume, se aconchegando... quase ronronando.
Senti meu rosto esquentar em um misto de irritação e algo que eu não queria nomear.