Capítulo 1

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Amylla🥀

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Amylla🥀

Viagem de trem sempre me deixam enjoada e foram quatro horas de viagem, fiquei indo ao banheiro o tempo inteiro com vontade de vomitar. Cheguei agora em Dynastia. Morei aqui até meus cinco anos e fui mandada para um orfanato na capital, depois que eu fugi de casa e agora estou voltando, pois fui expulsa da escola — que ficava em um convento, onde eu morava — as freiras disseram que eu estava endemoniada, só porque eu sou sonâmbula, enfim...

Não faço ideia de onde ficar, mas uma mulher me disse que aqui tinha uma mansão onde a família deixava a pessoa morar em troca de serviços domésticos, meu plano é morar lá até encontrar um emprego e uma escola, afinal, preciso concluir meus estudos, quero fazer faculdade e me tornar professora de matemática. A mansão é da família dos Movisk, Talita me deu um mapa para chegar lá, disse que na entrada o portão tinha a letra M na cor vermelha bem grande, é afastada do centro e precisa seguir pela floresta sangrenta.
Floresta sangrenta? Que tipo de nome é esse?

Se terei que passar por essa floresta, preciso pelo menos comer alguma coisa antes, entro no bar mais próximo e o único aberto a essa hora da noite. Não está cheio, tem só umas cinco pessoas, contando com o barman, aproximo-me do balcão e sento na cadeira, é daquelas altas que você precisa apoiar o pé para subir e sentar.

—Boa noite.

—Boa noite, gata, o que a senhorita deseja?

—Quero uma água e três cookies.

Ele assentiu e saiu. Quando voltou com meu pedido, outra pessoa entrou no bar, não vi quem era, mas a expressão do barman mudou completamente, agora ele parece receoso. A pessoa se senta ao meu lado e eu o observo de relance, consigo ver a tatuagem de morcego no pescoço, o cabelo raspado dos lados com três listras, um brinco de cadeado, observo seu rosto pardo, os olhos amarelos — o que é estranho — tão amarelos que poderia até ser comparado com ouro, os lábios são secos, avermelhados e com rachaduras, o superior é mais fino que o inferior e ele tem um desing perfeito. O garoto parece ter uns dezoito anos, está com uma jaqueta de couro preta, uma calça com três coerentes na lateral e vários anéis no dedo.

—Me vê um whisky com gelo, por favor.

A voz dele tem um grave assustador, como se ele fosse aquelas pessoas que fumam muito e acabam ficando com a garganta arranhada e rouca.
O garoto me encara e eu desvio o olhar no mesmo instante.

—É nova aqui?

Ele está falando comigo?
Ignoro, não sei se confio nele.

—Não está ouvindo, não?

Sua mão bate na minha coxa e a aperta.
Que intimidade é essa? Tiro sua mão de cima da minha coxa.

Fuzilo ele com o olhar, e percebo como ele é bonito, o olhar é profundo, misterioso, seus cílios são escuros e pode-se dizer que são maiores que os meus. O seu rosto não é daqueles quadrado com o maxilar bem definido, na verdade ele tem um rosto mais arredondado, com bochechas fofas. Suas sobrancelhas são bem grossas e contribuem para seu olhar intenso.

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