3. Rotações Anteriores

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⚠️ Esse capítulo contém violência, sequestro e manipulação


Algemado

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Algemado. Inerte. Largado como um cadáver de um ser sem importância.

Enterrado vivo? Não imaginei uma morte desse jeito.

O desespero toma conta da mente, mas o corpo não reage a nenhum comando cerebral. Não consegue se movimentar, não importa o quanto tente.

— Ele tá morto? Ele precisa tá vivo ou a gente tá muito fodido — ouviu uma voz desconhecida.

Morto? Eu tô morto?

— Tá sedado, idiota!

Apesar da audição ativa, seus olhos não abrem. A luz que atinge o ambiente e alcança a pálpebra fechada captura uma cintilância fraca. Seu corpo doi em tantos lugares que não sabe o que lamentar primeiro.

O esforço sobre-humano para alcançar as últimas memórias, mas a sensação é que uma borracha foi passada no hipocampo. Focado em alcançar a última lembrança, o dia passa como um carrossel sem certeza da cronologia.

Se viu despedindo do instrutor na academia, recebendo mensagens de bom dia da mãe antes de entrar no prédio corporativo. Atendeu à ligação de alguém que o deixou sorrindo, mas não tem certeza sobre quem estava do outro lado da linha.

Muitos flashes o confundiam. Realidade ou imaginação?

O momento em que se viu na entrada de casa ganhou sua atenção. Percebeu que cumprimentou o vizinho solitário que saía da residência ao lado, com um aceno breve, por pura educação.

A porta estava trancada como deixou, a luz apagada. Entrou quase como um ritual, apoiou as chaves no aparador, colocou a mochila abaixo do móvel, fechou a porta com a perna, trocou de calçado e o primeiro passo, olhando realmente para o ambiente, contou três pessoas em pé na sua sala, todas com o rosto coberto. A quarta estava desfrutando do conforto do seu sofá.

Um assalto?

— Olá, Sr. Jeon.

— Quem são vocês e o que querem comigo? — Não entre em pânico, não demonstre medo, uma repetição mental como um mantra de autodefesa.

— Tem duas opções, querido — a voz é feminina, suave e imponente. Seu rosto está coberto por uma máscara higiênica preta, mas ao contrário dos outros homens que estão mais próximos do morador, ela porta uma arma de fogo acoplada a um silenciador, e faz questão de exibir enquanto gesticula com seu tom ameno, completamente diferente de como o sistema nervoso do jovem trabalha neste momento —Você vai viajar com a gente. Vai cooperar ou precisa de uma ajudinha?

O instinto humano é se proteger a qualquer custo. Não tinha saída, mas precisava tentar. Se virou em direção à porta de entrada, a um passo atrás de si, mas foi imediatamente barrado pelo invasor à direita.

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