40. Anástrofe

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— Que susto, amor!

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— Que susto, amor!

A risada de canto, os braços cruzados, olhando Jungkook de cima, ajoelhado, procurando a bendita tampa do perfume que provavelmente teria ido parar debaixo da cama. Mas o simples fato de ter no campo de visão, o nerd ajoelhado no chão deixava a mente do atirador devanear por campos amplamente explorados.

Uma equação de explosão deliciosa.

— Quer ajuda? Eu tenho algemas em algum lugar desse quarto.

Jungkook riu, já entendendo de fato o caminho que aquela brincadeira chegaria. Deixou os olhos percorrerem os lábios fartos curvados em um sorriso sacana, passando pelo peitoral, abdômen, até estacionar no cós do moletom. Demorando alguns segundos ali.

— Talvez seja você que precise de ajuda.

— Não nego, aproveita que já tá de joelhos, nerd. — Um pequeno passo mais perto.

E a tampa do frasco, já vista, foi meio que... esquecida naquela aproximação. Jungkook entrou como pólvora naquele cilindro: posicionado exatamente de joelhos e à frente do homem que se aproximou e passou o polegar pelos seus lábios. O ato... despertou muito mais que o arrepio no pescoço, os olhos se fecharam brevemente para sentir mais daquela sensação. Entorpecido.

A destra deslizou pela bochecha, acarinhou os fios com uma maldade sem limite, finalizando pela borda da orelha esquerda.

Jeon levou as mãos às panturrilhas de Park e tudo indicava que a pressão naquele carbono resultaria em diamantes valiosos.

Salivou, por assistir seu par inclinar a cabeça para trás, a alma respondendo ao toque, o corpo refletindo o prenúncio do que era desejo em sua poesia e prática. Era a sua escolha, seu homem, inteligente, encantador e ainda por cima... lindo, ajoelhado diante dele. O roçar da respiração quente, tão perto, tão quase... e quando voltou os olhos à face que tirava o seu prumo. Jeon sorria satisfeito em resposta.

— Você vai pedir com jeitinho, amor?

— De todos os jeitos que você quiser, nerd safado.

— Ótimo. Então, comece.

— Doutor... — Respirou fundo, buscando paciência ou sanidade, — seus olhos estão pedindo pica, então me chupa do jeito que só você sabe fazer!

— E o que mais, hm? A palavrinha mágica.

— Por favor, desgraçado, mama meu pau.

— Excelente, amor!

— Eu vou te comer com tanta força, doutor... — descontando desejo em prelúdio e promessa.

— Quem disse que é você que vai me comer hoje?

— Então eu vou dar pra você com ódio. Com fome, aqui ninguém fica...

— Eu estava planejando fazer um amorzinho bem gostoso, daquele devagarinho, lembra? Que te deixa desesperado para gozar e dizendo que me ama.

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