25. Dissonância

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Jeon acordou com dor de cabeça que perdurava desde o dia do funeral, sabia que era algo mais emocional, noites mal dormidas, trabalho excessivo

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Jeon acordou com dor de cabeça que perdurava desde o dia do funeral, sabia que era algo mais emocional, noites mal dormidas, trabalho excessivo... o fardo de lidar com a ciência e a criação das pedras ao lado de Ísis estavam cobrando seu preço.

Depois do banho, encontrou Jimin na cozinha preparando algo para eles. Apesar do jeito bruto, Park se mostrava compreensivo ao seu modo, paciente ao seu modo e vinha sendo um alicerce de que ele precisava. Sem Jimin, já teria sucumbido. Isso era claro na forma como seus olhos admiravam qualquer ato do outro. Qualquer coisa que Park realizava parecia magnética e admirável.

— Bom dia, amor! — Se aproximou do mais baixo em frente à bancada enquanto finalizava algo para o desjejum, depositou um beijo na curva do pescoço e adorava assistir à pele que arrepiava simultaneamente ao sorriso que ganhava.

Park se virou preso entre os braços do maior, apoiados no móvel. — Oi, nerd! — Teve um selar roubado dos lábios e a virose que circulava seu corpo sempre que via aquele sorriso só pra ele — Quer comer? Se não quiser, vai comer assim mesmo.

— O quê? — Jungkook ergueu as sobrancelhas, olhar sugestivo e provocador, mostrando que o clima aos poucos voltava à naturalidade, as brincadeiras que cercavam o mundinho particular demonstravam isso. Era divertido em pares.

— Eu tô sempre disponível, você sabe, mas antes de me comer, enche a barriga, vai precisar.

O atirador não era do tipo que se envergonhava do tesão fácil que sentia, mas o jeito como Jungkook saiu da brincadeira e o abraçou, desmontava qualquer tentativa de resistir. Os braços de Jimin enlaçaram a cintura do maior, que o mantinha como um suporte essencial à própria existência.

— Eu te amo, idiota!

Um sorriso soprado e olhos fechados foram a resposta que Jungkook não viu, mas sabia que tinha.

Saiu do abraço para um beijo terno, nos lábios fartos que eram seu altar particular, segurava o rosto com as duas mãos e entregava cada gota de sentimento naquela troca.

— Obrigado pela paciência, por estar comigo em um momento como esse...

— Já disse que não vou a lugar nenhum, nerd. E tô ficando de pau duro, — apontava para a comida com um olhar teatral — vai esfriar... Vou tomar um banho rápido e já volto.

— Vai lá!

Recebeu um tapa na bunda, era um ímã, não tinha como não tocar em algo naquela proporção. Era irresistível em qualquer ângulo.

Ainda subia as escadas quando gritou — Você me deve uma mamada, doutor. Esse problema aqui você vai resolver. — apontando para a própria calça enquanto desaparecia.

Jungkook riu, mesmo enquanto ficava sozinho. Seria impagável e inacreditável se, alguns meses antes, alguém dissesse que ele estaria vivendo aquilo. Preparou o café quente enquanto o de Park aguardava os cubos de gelo, seguindo o ritual deles.

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