A paixão pela ciência levou Jeon Jungkook a criar diamantes perfeitos, mas a descoberta o tornou vilão da própria história. Sequestrado e com a mente à venda, ele se alia aos criminosos controladores da Isis, a IA mais avançada do planeta. Nesse cen...
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— Qual foi a catástrofe apocalíptica que aconteceu para você está me ligando diretamente, Park? Explodiu o Taehyung?
— Fala, xerife. Eu queria muito, mas não rolou, tem umas prioridades aí... Preciso da sua ajuda.
— Isso eu já sabia desde que a Ísis piscou na tela. Vocês só ligam quando precisam.
— Esse noivado tá te deixando meio dramático, mas preciso do seu helicóptero oficial, rota de segurança e monitoramento pessoal.
Jin ficou mudo, esperando que o atirador anunciasse a brincadeira — É piada, né? Tem que ser piada. Você enlouqueceu? Isso é protocolo militar.
— Não te ligaria se não precisasse, se eu for por terra e cismar com alguma coisa, vou reagir e explodir tudo.
— Nem fodendo, Park...
💎
Jimin acordou com o barulho de uma risada contida, abriu os olhos preguiçosamente e encarou o homem mais lindo da sua vida.
E ele era seu. Exclusivamente seu.
Sorriu involuntariamente em resposta, a virose era afetuosa e contagiante, mas em alguns dias seus sintomas eram piores. Hoje era um daqueles dias. Jungkook, com o notebook apoiado no colo, tentava segurar a risada enquanto assistia algo que fazia os seus olhos iluminarem como poucas vezes ele viu.
Quando se deu conta de que estava sendo observado, Jeon retribuiu o gesto, ainda extasiado pelo sexo que fizeram na noite anterior, na banheira, no banheiro, na cama e até nos seus sonhos. Park transcendia o que ele conhecia sobre sentimentos; era na prática a personificação da consequência na ciência dos apaixonados.
Desafiava a sua lógica como a física quântica, rompia com as certezas e o deixava simultaneamente fascinado e desnorteado. Jimin era imprevisível de um jeito que desconstruía suas equações emocionais e as refazia com intensidade avassaladora.
Park não era apenas um efeito de algo que compreendia, era a causa, o mistério, o paradoxo que não precisava ser resolvido, mas vivido. Era irônico como alguém tão cheio de cicatrizes e preocupações, podia ser antagonicamente a sua maior fonte de paz.
Como um elétron num estado de superposição, oscilava entre a segurança do que sabia e a excitação do desconhecido que o atirador trazia para sua vida. Diante dele, a lógica não era um desafio: era irrelevância. Não era apenas uma paixão: era sua teoria mais revolucionária. A sua prática de evolução pessoal.
— Desculpa, amor, te acordei? — Foi em busca daquele selar de bom dia que era combustível.
— Tá suave. O que é tão engraçado?
O notebook foi girado em sua direção, mostrando Bam correndo atrás de um esquilo. Quando conseguiu alcançar, cheirou e correu para o outro lado, como se esperasse que o animal brincasse com ele. Surpreendentemente, foi correspondido.