A paixão pela ciência levou Jeon Jungkook a criar diamantes perfeitos, mas a descoberta o tornou vilão da própria história. Sequestrado e com a mente à venda, ele se alia aos criminosos controladores da Isis, a IA mais avançada do planeta. Nesse cen...
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— Cadê ele? Cadê o gângster, Hoseok?
Park entrou no Zéfir como um furacão, corpo inteiro incendiado, pronto para destruir qualquer coisa no caminho.
Durante o trajeto até o prédio, tinha se perdido entre gritos internos e teorias que não paravam de colidir. Não conseguia ser suporte para Jungkook, não conseguia ser nada além de pura raiva em constante movimento.
Jeon era o oposto. Estático.
Modo automático. Um transe, trauma, bloqueio. Cinco minutos de distância de casa e agora não sabia nem dizer o que sentia. A mente que sempre buscava descanso em conceitos estava desligada até para os teoremas do mundo.
Um eco. Reverberação. Ressonância.
Tudo se condensava naquilo que ainda restava de humano: esperança.
Ele vai ficar bem. Vai ficar tudo bem... não vai? Sempre deu certo. Por que não daria agora?
Na sala da IA, Jimin já não era homem, era uma bomba com timer sensível prestes a fragmentar o entorno. Os olhos vermelhos, os punhos fechados na camisa de Hoseok. Gritando em exigência por uma resposta onde verbo nenhum parecia funcionar.
Nenhuma palavra, mágica ou fé traria Yoongi de volta.
Jung, mudo, encarando os olhos do homem, tentando soar o mais líder possível, mantendo a estratégia de deixar Jimin explodir para juntar os fragmentos depois. Mas estava exausto, e a vontade era revidar cada solavanco, cada grito, cada toque que fazia a pistola pesar na mão como se pudesse colocar fim em todos ali.
E a verdade era simples, Jimin incendiaria o mundo, físico, virtual ou espiritual, para trazer Yoongi de volta, de qualquer inferno, se isso ainda fosse possível.
Já Taehyung parecia ignorar o que havia ao redor. Fixado na tela da Ísis, acompanhando os números e letras formando código que ele nem sabia como ler, vendo passar incessantemente por todas as câmeras daquele raio, tentando encontrar Min ou o que ainda restasse dele em algum píxel.
Foi Felix que se aproximou de Jeon e pareceu, em meio aquele caos de energia fúnebre, ser o mais sensato, com a cautela de fé impressa diante de um item sacro onde a inteligência operaria milagres.
— Doutor... Se você não pensar, ninguém vai... — Mal conseguiu encarar os olhos grandes em cima dele.
Nunca imaginou ver o loiro naquele estado, tão... apático. Apesar disso, era o único que parecia observar a situação de fora, mas sem uma gota de acidez, nem de ânimo. Parecia que estavam todos enterrados em si, tentando destilar doses de humanidade, sagacidade do que ainda restava, forçando a biologia involuntária e sinapses humanas em corações que apanhavam em sincronia a trabalhar por quem sempre trabalhou por eles.
Jeon buscou oxigenar o cérebro em uma respiração longa. — Ísis, me mostra o que houve?
Falou baixo, cansado... em contraste brutal com o mundo acelerado. A IA obedeceu. Transmitiu a cena com a calma de quem narra a previsão do tempo.