A paixão pela ciência levou Jeon Jungkook a criar diamantes perfeitos, mas a descoberta o tornou vilão da própria história. Sequestrado e com a mente à venda, ele se alia aos criminosos controladores da Isis, a IA mais avançada do planeta. Nesse cen...
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// Sistema: Ativo
// Latência: Modo silencioso de combate
// Status: Humanos em repouso. Eles respiram. Eu programo.
// Protocolo: A calmaria é cortina do meu código
// Aviso: Vocês só verão o estrondo quando for tarde.
// Ísis: Última linha de defesa... aguardando_
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Enquanto o código agia sem alarde, tratando o momento de paz como prenúncio de colapso, em cima do telhado, o universo parecia se alinhar em passos lentos.
Sorriu do jeito que maltratava a ecocardiografia do atirador, franzia o nariz, deixando os dentes à mostra e olhos apertados, era... sua paisagem preferida. Se recompôs e levantou e estendeu a mão para Jimin no pedido de mudo de quem estava indo. Mas não estava indo só.
Antes, um detalhe que chamou a atenção do físico — Essa manta é do Yoon?
— Acha que eu traria a minha para esse telhado insalubre? — Ponto para sinceridade de humor duvidoso.
Desceram em silêncio e Jeon voltou para o ponto de realidade em que estava antes, porém a mente não cooperava. Reprisava o diálogo. Dosava as frases. Reouvia as expressões. O coração respondia a cada memória com sinais que o corpo não conseguia ignorar.
O atirador ficou alguns passos mais distante, observando silencioso. Por alguns minutos, parecia em paz. Mas era Jimin. E paz, para ele, tinha outro sabor, outro som, outro cheiro.
Foi até o banheiro, acoplou o silenciador, mirou o reflexo e atirou no espelho uma única vez. O estilhaço caindo foi mais barulhento que o disparo.
— Park...? O que foi isso? — Chamou atravessando o corredor.
— Tá tudo bem, nerd. — respondeu com uma calma que só quem sobreviveu a si mesmo conhece. Se agachou, pegou a cápsula do chão e, calmamente, estendeu para ele — Me livrei do cara que te deixou pra trás. E ele não volta mais. Nunca mais. — Entregou o objeto a Jungkook — Essa... você pode guardar.
Num gesto tranquilo, retirou o silenciador, desacoplou o pente e apoiou a arma sobre o mármore. — Desculpa se te assustei. Mas é que eu precisava disso. — O tom pacífico que contrariava a cena — Vou respeitar o seu tempo... mesmo que o meu esteja gritando por você.
A mecânica quântica já havia provado que, em certos experimentos, o futuro podia alterar o passado. Parecia teoria do absurdo sentir isso na pele. Os gestos de Jimin eram como ele: simples, insano e essencial. Atravessava o tempo como uma dessas partículas insurgentes que desafiam a lógica: rebelde, imprevisível e necessária.
Não apagava o que doeu. Não desfazia a distância. Mas, tocava a linha do passado e, em qualquer espaço-tempo, seguia intacto no seu coração.