38. Override

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— Olá, Jeon

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— Olá, Jeon. Bem-vindo ao centro da tempestade. Sabia que um dia você viria.

Brut... Óbvio

Sem perguntar, ou esperar qualquer sinal, Park puxou o gatilho. A munição ricocheteou em uma barreira que ele não enxergava. De cara, acreditou ser uma espécie de vidro blindado. Bastou uma aproximação para perceber o erro com uma clareza quase ofensiva. Não era bem uma parede, mas uma espécie de campo impenetrável, mas à prova de balas?

Se aproximou tentando socar o invisível, tentou a coronha da arma, nada físico ultrapassava. Nada fazia sentido.

Que porra é essa, nerd?

Do outro lado da sua camada de proteção translúcida, Brut estava de pé e sorria calmamente de um jeito que irritava cada célula do atirador, enquanto apreciava o charuto e assistia com prazer a cena se desenrolar.

Uma tranquilidade irritante.

Jimin insistia, tentou a pistola, o fuzil. Falhou em todas. Aquilo trazia lógica a dinâmica do lugar. Brut não confiava em pessoas, confiava no próprio sistema e por isso toda sua proteção era digital e regida por ele mesmo. O vício pelo controle. A blindagem como um deus de bytes.

A mente de Jungkook parecia em uma corrida lógica que salvaria a própria vida, digitando no tablet palavras-chave, comandos impulsivos. Torcia para que Ísis entendesse a linha de raciocínio que talvez nem ele compreendesse por completo.

Chegaram tão longe, para isso?

Era assim que acabariam?

O código que deu acesso à sala era matriz, tornou todas as portas abertas, por isso era inevitável que Felix do andar de cima não escutasse os disparos. Aquilo o deixava aflito. Pior que o som das balas, era a falta de passos em direção à saída. E se eles estivessem mortos? E se ele fosse o próximo?

Brut levou o charuto até a boca e Jungkook quebrou a pausa. — De onde você me conhece?

Era tentativa de diálogo. Distração. Ou talvez... tempo.

Recebeu um sorriso harmônico, destoando totalmente do ódio que movia o coração de Jimin.

— Não dá trela, nerd.

— Olha só, temos um casal? É real ou foi por interesse, Jungkook? Esse era o cara que Yuki falava?

Porra... Ouvir o nome era como socar os próprios tímpanos. Park sabia que a bala não atingiria, mas o mais perto que chegava de paz era ter a cabeça do estranho na mira. — Tá com saudade, desgraça? Te coloco em contato com ele rapidinho.

O narcisista manteve a amenidade — É... deve ser, ele disse que você era, como ele falava mesmo? — Resgatou a memória — Explosivo e estressado, um combo perfeito para se foder primeiro — Dois passos a frente, chegando ainda mais perto da barreira que o protegia, com uma mão no bolso... uma espécie de afronto a Jimin que transpirava ódio — Admito que não me preocupei muito com ele, sabia que vocês dariam um jeito. Ainda não tinha confirmação sobre o Jungkook estar vivo, já que a análise que fiz do defunto bateu com o DNA. Mas era claro que tinha alguém por trás disso.

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