24. Catálise

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Um gamer na vida real

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Um gamer na vida real.

O motorista deslocado para retirada do veículo capotado na estrada foi trocado pela Ísis no último minuto. Hoseok recebeu as credenciais digitais para uma tarefa que parecia mais complexa do que realmente era. Na prática, só precisava seguir as instruções e prender o elo do guincho no lugar certo, o restante era coordenado pela inteligência artificial.

No local, fingiu não conhecer o Chefe de Segurança que havia sido acionado pela guarnição responsável, afinal foi um acidente com a amiga do seu noivo. Fez questão de acompanhar pessoalmente a investigação, em uma skin de profissional impecável, exigindo que todos os protocolos de segurança fossem cumpridos, como se tudo não passasse de mais um caso de rotina.

Cinco quilômetros à frente, em uma estrada de terra isolada, Park aguardava pacientemente ao lado de Hyunjin, apoiado na Panigale. A dupla observava no tablet a Ísis trabalhar, atentos à localização do caminhão-guincho. Foram cerca de vinte minutos até que Hoseok finalmente chegou ao ponto combinado.

A área escolhida era estratégica: um ponto cego, sem visão direta da estrada principal. A IA seguia manipulando o GPS para criar a ilusão de um tráfego intenso, com deslocamentos mínimos, protegendo o local de possíveis rastreamentos. Mas, mesmo com as precauções tecnológicas, o tempo era um inimigo constante para quem operava à margem.

Além de rápidos, precisavam ser meticulosos.

Analisar o veículo implicava em entender o que havia acontecido e confirmar quem estaria por trás do ataque. Se fossem mesmo os Storms, por que agiriam agora após a Hwasa ter sido vista com o Chefe de Segurança do Estado, chamando atenção da polícia e da mídia? Esse timing não era coincidência, mas também não era inteligente. Algo ela teria feito que incomodou em escala e fez necessário providências drásticas.

Não havia espaço para erros. O trabalho começa agora.

Pareciam se preparar para uma cirurgia. Da mochila saiu um estojo pericial completo: luvas de látex, aventais descartáveis, toucas cirúrgicas, máscaras com filtro respiratório e óculos de vedação. Cada item colocado os transformava em peritos prontos para dissecar cada detalhe do veículo.

Carro no chão e Jung iniciou os procedimentos pulverizando um spray químico transparente nas superfícies internas do carro. A ideia era que alguma reação, como fluorescência ou brilho, denunciasse a presença de substâncias químicas no ar. Era o método mais direto, mas também o mais previsível. Fácil, porém óbvio. O resultado: negativo.

Procurava respostas por dentro, estofados, tapetes, embalagens... enquanto Park acessava a entrada de ar passando uma microcâmera nos dutos de ventilação, dando visão a Ísis caso algo fora do comum pudesse ser detectado. A transmissão das imagens era assistida em tempo real por Jungkook e Yoongi, no Zefir. Nada. Nem visual, nem quimicamente, os dados não indicavam qualquer irregularidade.

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